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domingo, 7 de agosto de 2016

07 de agosto - Dia do Rio Grande do Norte

A fundação do RN teve como referência o marco de Touros, instalado em 7 de agosto de 1501


Viva o Estado do Rio Grande do Norte!!!!
07 de Agosto - Dia do Rio Grande do Norte! 
515 anos de muita História! 

sábado, 6 de agosto de 2016

Museus do RN

Espaço destinado aos Museus do Estado do Rio Grande do Norte.

Museus 

Museu do Índio Luiza Cantofa - 1º Museu Indígena do RN

Primeiro Museu Indígena do Rio Grande do Norte

Sobre o Museu do  Índio Luiza Cantofa

O Museu do Índio Luíza Cantofa  é o  Primeiro Museu Indígena do Estado do Rio Grande do Norte. Fica localizado na Rua Antonio Lopes Filho, nº 105, na cidade de Apodi/RN, na mesorregião Oeste Potiguar.

O Museu tem dentre os seus principais objetivos, resgatar a  cultura indígena de Apodi, abrigando  em seu acervo  peças e artefatos feitos pelos Tapuias Paiacus, primeiros habitantes das terras apodienses.

Atualmente, funciona provisoriamente na casa da pesquisadora apodiense Lucia Maria Tavares, que é a Presidente do Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA), entidade mantenedora do Museu Luíza Cantofa.  


"Somos os primeiros habitantes do Brasil, somos os primeiros do Rio Grande do Norte, somos os primeiros de Apodi e somos os senhores natos do continente da America". Lucia Maria Tavares - Presidente do CHCTPLA

O Museu é uma homenagem a apodiense Luiza Cantofa, guerreira indígena que foi brutalmente assassinada na cidade de Portalegre/RN, no dia 03 de novembro de 1825. 

Visite a página do Museu no facebook clicando aqui

Sobre a índia Luiza Cantofa

Foi uma guerreira indígena natural de Apodi/RN, pertencente à tribo dos índios Tapuias Paiacus.

A notícia da existência de Cantofa na serra de Portalegre se espalhou e o povo foi à procura de Cantofa. Debaixo de um frondoso cajueiro, dormia ela a sesta quando foi despertada pelo povo. Abrindo um pequeno oratório, ajoelhou-se aos pés do Cristo Crucificado e começou a rezar o ofício de Nossa Senhora. Jandy, banhada em lágrimas, pedia perdão ao povo, perdão para sua querida avó. Um dos algozes vendo o pranto de Jandy e as rezas da velha cabocla diminuíam a satisfação do seu extinto sanguinário, aproximou-se dela e quando a velha rezava a coluna: “Deus vos salves relógio, que andando atrasado serviu de sinal…”. Cravou o punhal no peito da anciã que caiu fulminada e levada em sangue. Jandy caiu desmaiada aos pés da sua avó. No dia seguinte, Cantofa foi sepultada no mesmo lugar onde foi assassinada. Jandy não mais foi encontrada e não se sabe o seu destino. 

Segundo a tradição popular, o local da morte de Luíza Cantofa corresponde àquele local onde hoje existe a chamada Fonte da Bica distante cerca de 400 metros do centro da cidade de Portalegre. Afirma a tradição popular que, durante muitos anos, o lugar do falecimento da velha Luíza Cantofa ficou mal-assombrado. Algumas pessoas que dali se aproximavam, ouviam claramente uma voz a rezar o Ofício de Nossa Senhora. 

Luiza Cantofa é patrona de uma pequena rua, localizada no Bairro IPE, bairro que dá acesso à entrada da cidade. 

Sobre o Centro Historico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA)

Seus principais objetivos são: 

- Resgatar e preservar a Cultura étnica indígena da Nação Tarairiú, especificamente, dos Tapuias Paiacus, considerando-os estes, um coexistente marco histórico na formação e fundação do município de Apodi – RN.
- Promover e apoiar ações que contribuam para o resgate, divulgação e valorização da arte e da Cultura indígena.
- Estimular a parceria, o diálogo local e solidariedade entre os diferentes segmentos sociais, participando junto a outras entidades de atividades que visem interesses comuns.
- Contribuir para a ampliação, difusão e disseminação do conhecimento sobre a história, Cultura e Arte indígena.
-Apoiar, bem como promover ações sustentáveis que contribuam para a preservação ambiental, de modo especial, da Lagoa do Apodi, tendo em vista, a sua contribuição histórica para o surgimento da cidade, uma vez que suas margens serviram de espaço para a realização de atividades como: plantação, pescaria, dentre outras pelos referidos nativos.

Para acessar a página do CHCTPLA, clique aqui

Abaixo algumas fotos do Museu: 

Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi e Museu do Índio Luiza Cantofa, ambos funcionam provisoriamente no mesmo espaço. 

CHCTPLA e Museu Luíza Cantofa
Museu do Índio Luiza Cantofa

 Interior do Museu 

 Peças indígenas

Artefatos e peças líticas

Para visitar o Museu do Índio Luíza Cantofa, agende a sua visita com a pesquisadora Lúcia Maria Tavares, através do seguinte número: 84 - 9 9914-2282 

A Lambadinha de Aluizio Alves

Aluízio Alves até hoje é considerado o maior líder político na história do RN. O jungle era usado em suas campanhas políticas no estado. A "musiquinha" virou hino das eleições em todo o estado, levando multidões aos comícios. Vale lembrar, que o jingle é usado até hoje em campanhas, tanto pra Prefeito quanto para Governador.

Para ver ouvir a "Lambadinha de Aluízio Alves", clique no vídeo abaixo: 


Um dos jingles políticos mais famosos da história política do Rio Grande do Norte "Lambadinha de Aluízio Alves", da campanha eleitoral de 1982.

FonteCanal DocSPP

sexta-feira, 24 de junho de 2016

11º Congreso da UJS Potiguar: Canto a esperança de um mundo novo



Entre os dias 1 e 3 de julho de 2016, na cidade de Apodi-RN, realizaremos o 11° Congresso da UJS Potiguar . Em tempos de disseminação do ódio e de uma profunda crise do capitalismo, queremos construir um processo de mobilização com a juventude de todo Brasil para dizer em alto e bom que há, sim, ESPERANÇA para todos nós!

Há quem possa dizer que isso não passa de um delírio, afinal nosso país e o mundo passam por momentos difíceis. A crise do capitalismo em escala mundial espalha fome e desemprego. As guerras se multiplicam. No rádio, na TV e em muitos sites e redes sociais na internet, proliferam-se manchetes negativas.

Ainda assim, ousamos pensar diferente. O Brasil é um país de pessoas fortes, que construíram essa nação com o sangue de tantas gerações que lutaram por dias melhores e com o suor de milhares de trabalhadoras e trabalhadores que erguem nosso país diariamente.

Foi com trabalho e muita mobilização que a juventude deixou ditaduras para trás e obteve inúmeras conquistas nos últimos anos, como o ingresso na universidade e o sonho da casa própria. É exatamente dessa forma que encontraremos o trilho de novas e maiores conquistas.

Ao longo dos nossos 31 anos, praticamos e reafirmamos os valores mais fortes que identificam a juventude o povo brasileiro e potiguar. E direcionamos nossa luta por um viés solidário, revolucionário, alegre e patriótico. Por isso, a UJS é o instrumento que você precisa para canalizar toda a sua indignação contra as injustiças, construir lutas consequentes e obter vitórias para você e toda a sociedade.

Filie-se a UJS, participe do nosso 11° Congresso e vem com a gente cantar a ESPERANÇA de um mundo novo!

Para realizar a sua inscrição no evento clique aqui

OBS: Terá ônibus saindo de todas as regiões do Estado.

Para saber mais curta a página da UJS potiguar no facebook

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O Brasil não foi descoberto na Bahia, mas sim no Rio Grande do Norte.


Duas mil milhas separam a cidade de Touros/RN, a Porto Seguro/BA. Mas poucos sabem que ambas possuem um ponto em comum: o descobrimento do Brasil. Pois é. A polêmica em torno do lugar exato onde Pedro Álvares Cabral desembarcou pela primeira vez no país voltará à tona nos próximos meses. O professor universitário Lenine Pinto, historiador e responsável por uma ampla pesquisa em torno do assunto, está finalizando mais um livro, desta vez intitulado “O Bando do Mar”. Na obra, dará continuidade ao seu primeiro livro, que tornou famosa a polêmica tese de que o Brasil foi descoberto no Rio Grande do Norte.No ano de 1998, o professor publico o livro “A Reinvenção do Descobrimento”, naquela momento a publicação foi destaque nacional pela abordagem do tema do descobrimento, e rendeu a ele a participação em diversas palestras e programas de televisão. Em entrevista ao Portal Agora RN o docente afirmou estar animado com o novo trabalho, que ele já vem desenvolvendo desde 2007 e pretende lançar no próximo mês de novembro, durante um encontro de escritores em Natal. Conta o professor “Neste novo trabalho pretendo apresentar aos leitores mais detalhes desse importante período de nossa história, detalhes estes que não estavam na primeira edição”.Entre os pontos que ele destaca como fundamentais para a tese é que no RN, está o Marco de Posse na praia de Touros, este chantando, por ter convocado todos os capitães para uma reunião em seu navio.
No encontro ele perguntou aos capitães se não seria conveniente enviar um navio de volta a Lisboa para contar ao rei Dom Manoel que eles tinham achado a terra. Ao saber da notícia, o rei de pronto já se dispôs a mandar, no ano seguinte.
Outro ponto que ressalta é que Pero Vaz de Caminha, ao descrever a descoberta da terra, disse que a primeira coisa que viu foi um monte alto e redondo, que seria o Pico do Cabugi, diz Lenine Pinto. Já o Monte Pascal, é uma torre, além desse cortado e não tem pico,“Isso aí é um atestado claro do descobrimento aqui”, ressalta.
O professor também detalhou que o pau brasil nascia aqui no Rio Grande do Norte e se estendia até Cabo Frio, com uma interrupção na Bahia. “Em Porto Seguro não tinha Pau Brasil, muito menos açúcar, essenciais para a economia da época”, completou.

Reivindicação histórica
Questionado sobre a passividade de políticos do RN em reivindicar uma possível correção histórica sobre a descoberta do Brasil, o professor foi bem direto em sua resposta. “Os políticos do Rio Grande do Norte, em outro caso, entregaram a Pernambuco a Ilha de Fernando de Noronha; eles não têm interesse em ajudar a história, não ligam para o nosso registro”, desabafa.
Como benefício ao Estado por essa possível correção histórica, o educador prevê que a mudança poderia ajudar muito a atividade turística potiguar, gerando mais atratividade para o RN.

sábado, 21 de maio de 2016

Municípios do Rio Grande do Norte que tiveram seus nomes alterados


NOME ATUAL                                                 NOME ANTIGO
 
AFONSO BEZERRA                                                                       CARAPEBAS
ALMINO AFONSO                                                                                 CAIEIRA
ALEXANDRIA(34)                                                                        JOÃO PESSOA
ANTÔNIO MARTINS                       BOA ESPERANÇA, DEMÉTRIO LEMOS
ASSU(35)                                                                   VILA NOVA DE PRINCESA
BENTO FERNAND                                                                                  BARRETO
BOA SAÚDE(41)                                                                       JANUÁRIO CICCO
BOM JESUS                                                                                               PANELAS
CAICÓ(2)                                                      VILA NOVA DO PRÍNCIPE, SERIDÓ
CANGUARETAMA                                                   VILA FLOR, URUÁ, PENHA
CORONEL EZEQUIEL                                                                    MELÃO, JERICÓ
CAMPO GRANDE(3)*                                      TRIUNFO E AUGUSTO SEVERO
CORONEL JOÃO PESSOA                                                    BAIXIO DE NAZARÉ
DIX-SEPT ROSADO                                                                SEBASTIANÓPOLIS
DOUTOR SEVERIANO                                                                     MUNDO NOVO
ESPÍRITO SANTO DO OESTE                                                                      PARAÚ
FELIPE GUERRA                                                                     PEDRA DE ABELHA
FERNANDO PEDROZA                                                                       SÃO ROMÃO
FLORÂNIA(6)                                                                                                   FLORES
FRANCISCO DANTAS                                                                               TESOURA
FRUTUOSO GOMES                                                            MUMBAÇA, MINEIRO
IELMO MARINHO                                                                                 POÇO LIMPO
JARDIM DO SERIDÓ(10)                                                                               JARDIM
JANDUÍS                                      SÃO BENTO DO BOFETE, GETÚLIO VARGAS
JOÃO CÂMARA(11)                                                                          BAIXA VERDE
JOSÉ DA PENHA                                                                                                 MATA
JUCURUTU(12)                                                            SÃO MIGUEL DE JUCURUTU
LAJES(14)                                                                                                 ITARETAMA
MARTINS(16)                                                                                         MAIORIDADE
MARCELINO VIEIRA                                                                  VITÓRIA, PANATIS
MESSIAS TARGINO(17)                                                                                     JUNCO
MONTANHAS(18)                                                           LAGOA DE MONTANHAS
MAJOR SALES                                                                                                    CAVAS   
NÍSIA FLORESTA(19)   VILA IMPERIAL DE PAPARY, VILA DE PAPARY E NÍSIA FLORESTA
PARNAMIRIM(21)                                                                         EDUARDO GOMES
PEDRO AVELINO                                          GASPAR LOPES, EPITÁCIO PESSOA
PEDRO VELHO(22)                                           VILA DE CUTIZEIROS , VILA NOVA
RAFAEL GODEIRO(42)                                                     VÁRZEA DA CAATINGA
RAFAEL FERNANDES                                                                                     VAZINHA
RODOLFO FERNANDES                                                         SÃO JOSÉ DOS GATOS
RUY BARBOSA                                                                                      OLHO D’ÁGUA
SANTA CRUZ(39)                                       SANTA CRUZ DA RIBEIRA DO TRAIRI
SANTO ANTÔNIO                                                                            SALTO DA ONÇA
SÃO FRANCISCO DO OESTE(26)                                                       SALAMANDRA
SÃO FERNANDO                                                          PASCOAL, DISTRITO DE PAZ
SÃO JOSÉ DE MIPIBU(28)   VILA DE SÃO JOSÉ DO RIO GRANDE E CIDADE DE MIPIBU
SÃO RAFAEL                                                                                                      CAIÇARA
SENADOR ELOI DE SOUZA                                                          CAIADA DE BAIXO
SENADOR GEORGINO AVELINO                                                             SURUBAJÁ
SERRA CAIADA(30)                                                                 PRESIDENTE JUSCELINO
SEVERIANO MELO                                                                                        BOM LUGAR
TENENTE ANANIAS                                                                                            IPUEIRA
UMARIZAL                                                                                     GAVIÃO, DIVINÓPOLIS
VENHA VER                                                                                                PADRE COSME
 
(2) Caicó – A criação do município foi determinada pela Ordem Régia de 22 de julho de 1766, executada pela Ordem do Governo de Pernambuco, em 28 de abril de 1788. A então chamada Vila Nova do Príncipe recebeu foros de cidade em 16 de dezembro de 1868 pela Lei Provincial nº 612 e, através do Decreto Estadual n° 12, de 1 de fevereiro de 1890, passou a se chamar Seridó. O nome Caicó chegou oficialmente por força do Decreto Estadual nº 33, de 7 de julho de 1890.

(3) Campo Grande – Em 30 de março de 1870, a Lei nº 613 restaurou o município com a denominação de Triunfo. Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 mudou o nome do município para Augusto Severo. No dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, o município de Augusto Severo voltou ao seu antigo nome de Campo Grande.

(6) Florânia – O município de Flores foi criado no dia 20 de outubro de 1890, passando a se chamar Florânia a partir de 30 de dezembro de 1943.

(10) Jardim do Seridó – Em 1º de setembro de 1858, o povoado de Conceição passou a município com a denominação Jardim. Em 27 de agosto de 1874, para diferenciar de Jardim de Angicos, o município passou a ser chamado de Jardim do Seridó.
(11) João Câmara – Pela Lei nº 899, de 19 de novembro de 1953, Baixa Verde passou a se chamar oficialmente João Câmara.

(12) Jucurutu – Em 31 de outubro de 1938, o município mudou de nome para Jucurutu.

(14) Lajes – O município mudou de nome por força do Decreto-Lei nº 268, de 30 de dezembro de 1943, passando a ser chamado de Itaretama. Em 11 de dezembro de 1953, pela Lei nº 1.032, retornou ao antigo nome “Lajes”.

(16) Martins – Em 30 de outubro de 1847, o município de Maioridade mudou outra vez de nome, passando a se chamar Cidade de Imperatriz. Em fevereiro de 1890, a famosa e agradável Serra de Martins passou, definitivamente para a história, com o nome oficial de Martins.

(17) Messias Targino – Em 08 de maio de 1962, pela Lei nº 2.750, Junco desmembou-se de Patu, tornou-se município e permaneceu com esse nome por pouco tempo, sendo, posteriormente, mudado para Messias Targino.

(18) Montanhas – Somente em 20 de julho de 1963, o município passou a se chamar definitivamente Montanhas.

(19) Nísia Floresta – Foi pela Lei Provincial nº 242 que o povoado desmembrou-se de São José de Mipibu, no dia 18 de fevereiro de 1852, tornando-se município com o nome de Vila Imperial de Papary. No dia 1º de fevereiro de 1890, chamou-se Vila de Parary. A atual denominação Nísia Floresta foi dada pelo Decreto-Lei nº 146, de 23 de dezembro de 1948.

(21) Parnamirim – No ano de 1973, Parnamirim passou a chamar-se Eduardo Gomes, retornando ao seu nome primitivo pouco tempo depois.

(22) Pedro Velho – Adquiriu foros de cidade pela Lei nº 13, de 19 de outubro de 1936.

(26) São Francisco do Oeste – No dia 24 de outubro de 1976, pela Lei nº 3.522, o município de Salamandra mudou o seu nome para São Francisco do Oeste.

(28) São José de Mipibu – Foi confirmada a sua criação como município pela Carta Régia de 14 de setembro de 1758, com procedimento de Vila de São José do Rio Grande foi elevada à categoria de cidade. Passou a chmar-se então cidade de Mipibu. Passados dez anos, a cidade recebeu o nome de São José de Mipibu, numa união entre religiosidade e o famoso rio Mipibu, que emerge da terra de maneira surrpreendente.

(30) Serra Caiada – Em 1963, Serra Caiada mudou de nome para Presidente Juscelino. Em 20 de novembro de 1991, através da Lei Municipal nº 87/91, voltou a denominar-se Serra Caiada.

(34) Alexandria – Foi criado em 1930 com a denominação de João Pessoa. Em 1936, voltou a ter o nome de Alexandria.

(35) Assu – Foi criado o município em 1766 com o nome de Vila Nova da Princesa e em 16 de outubro de 1845, a Lei Provincial nº 124 passou a chamar-se Assu.

(39) Santa Cruz – Em 1890 passou a ser chamado simplismente de Santa Cruz.

(41) Boa Saúde – Antes Januário Cicco, foi denominado Boa Saúde através da Emenda nº 1 à Lei Orgânica Municipal em 02 de fevereiro de 1991.

(42) Rafael Godeiro – Antiga Várzea da Caatinga, passou a chamar-se Rafael Godeiro pela Lei Estadual nº 3.625 em 03 de junho de 1968.

Fontes: Blog Potyline 

sábado, 7 de maio de 2016

CARTA ABERTA PELA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DO MUNICÍPIO DE CANGUARETAMA/RN, DIRIJO-ME A PREFEITURA E A CÂMARA DE VEREADORES

“O importante de tudo
É não deixar se perder
Aquilo que nossos avós
Ajudaram a conceber
Vamos manter a memória
E o passado proteger”
(Jeane Fonseca Leite Nesi, in “Centro Histórico de Natal
 Patrimônio Cultural Material no Brasil).

A Excelentíssima Senhora Prefeita de Canguaretama e Ao Ilustríssimo Presidente da Câmara Legislativa Municipal.

            Venho por meio desta, tornar público a minha sincera inquietação, em virtude das práticas da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Canguaretama, com relação à garantia de proteção e conservação do patrimônio cultural local. Conforme rege à Constituição da República Federativa do Brasil, nos artigos XXIII e CCXVI, Lei Estadual 4755/1978 e Lei Municipal 314/2006, art. 46, inciso VIII 
            Dessa forma, declaro à finalidade desta carta com um questionamento: “Mas o que é Patrimônio Cultural?” É um conjunto de bens materiais e imateriais, que tem seu valor reconhecido por um órgão responsável. O patrimônio cultural é dividido em duas categorias: Matérias e Imaterial. Os matérias pode ser dividido em mais duas categorias, imóveis: ou seja, casas, igrejas, praças e outros. Já os móveis são: esculturas, pinturas e outros. Os imateriais são: as lendas, mitos, tradições populares e outros. Mas além de tudo, o patrimônio pode ser entendido como uma espécie de referencial social, permitindo que o homem se localize no tempo e no espaço, a partir deste patrimônio. Nesse sentido, pode-se impulsionar à transformação social, potencializar a criatividade, desenvolver o enriquecimento cultural e também o financeiro. Portanto, tudo isso justifica a sua preservação e conservação, e o seu restauro quando necessário. 
          Justifico a minha inquietação, com o descaso na conservação das ruínas da Usina Maranhão- uma das primeiras indústrias açucareiras RN –, que hoje, se putrefaz sem qualquer preservação nas margens da BR 101, KM 167, sentido Natal/RN-João Pessoa/PB com a Extinta Mina de Laterita Ferruginosa do Engenho Cunhaú-atual Gruta do Bode, da BR 101, KM 158, sentido João Pessoa/PB-Natal/RN, -descoberta em 02 de agosto de 1608, por Jeronimo de Albuquerque Maranhão “O Conquistador do Maranhão”, a mineração foi encerrada talvez por escassez do minério ou após o incêndio do Engenho Cunhaú, em 16 de maio de 1647, além de fazer parte de um mito popular local conhecido por “07 Buracos”. E outros existentes na nossa cidade, que se deteriora sem qualquer preservação.
              Assim, humildemente, peço que reflitam sobre a ratificação do presente Projeto de Lei municipal, que segue no link: https://goo.gl/il0hvL, para garanti a preservação do legado histórico/material e imaterial de nossa amada cidade.

Canguaretama, 02 de maio de 2016.


Atenciosamente,

Thiago Antonio de Oliveira
Discente do IFRN-Campus Canguaretama
Militante do Coletivo Mestre Padre

Fonte: http://tudodecanguaretama.blogspot.com.br/2016/05/carta-aberta-pela-preservacao-do.html

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

IFRN lança processo seletivo para cursos de Graduação e Tecnologia


Foi divulgado ontem o edital do processo de seleção para vagas dos cursos de graduação ofertado pelo IFRN. As inscrições começam no dia 22 de fevereiro de 2016, a partir das 14h, até o dia 7 de março de 2016, às 23h59min, no Portal do Participante. Para a seleção dos alunos será utilizada, exclusivamente, as nota obtidas nas edições de 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). 

O edital está ofertando 408 vagas, distribuídas entre 12 campi. Os candidatos terão a chance de optar por cursos de graduação na modalidade Licenciatura ou Tecnologia. As vagas para o curso de Gestão Desportiva e de Lazer, ofertado pelo Campus Natal Cidade Alta, são destinadas a nova unidade de ensino localizada no bairro das Rocas. 

O lista com os selecionados serão divulgadas no dia 14 de março, no site do IFRN. As matrículas deverão ser realizadas entre os dias 17 e 18 de março de 2016. 

Confira os links logo abaixo:




Fonte: Site oficial do IFRN

domingo, 31 de janeiro de 2016

Acompanhe a série de reportagens do Programa "Rota Inter TV" sobre o Rio Potengi

Série produzida pelo Programa Rota Inter TV e exibido na emissora Inter TV Cabugi, afiliada a Rede Globo

Parte 01


Parte 02


Parte 03


Parte 04


Parte 05



sábado, 23 de janeiro de 2016

Campus EaD realiza campanha para arrecadação de potes de vidro para o banco de leite humano do RN


Dando continuidade ao Projeto Campus Verde, o Campus EaD, instalou recentemente, um ponto de coleta que faz parte da campanha de doação de potes de vidro para o banco de leite humano do nosso estado. A campanha tem como objetivo não apenas o reaproveitamento dos frascos, como também salvar vidas pois, atualmente, os bancos de leite sofrem com baixa doação de leite materno.

O ponto de coleta está localizado no térreo do prédio do Campus EaD, próximo aos Ecopontos. Os frascos utilizados como embalagem para leite humano ordenhado devem ser de vidro, boca larga, tampa plástica rosqueável, e com volume entre 50 ml e 500 ml, assim como preconizado pela Anvisa e Fiocruz.

 
 A campanha continuará por tempo indeterminado e mensalmente os frascos serão distribuídos para a Rede de Bancos de Leite do Estado. Abaixo, segue também, uma lista com os bancos de Leite Humano e Postos de coleta no RN:

Natal: 

Hospital José Pedro Bezerra (Santa Catarina): 3232-7728
Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC): 3215-5957
Hospital Cel. Pedro Germano (Polícia): 3232-3669

Parnamirim: 

Maternidade Divino Amor: 3272-4367

Mossoró: 

Banco de Leite Humano de Mossoró: 3315-3478

Caicó: 

Hospital do Seridó: 3421-2354
*Campus EAD

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

sábado, 16 de janeiro de 2016

Café Filho - 1º Potiguar na Presidência da República

Café Filho(1899-1970)

Nascido em Natal, no Bairro das Rocas, a 03 de fevereiro de 1899, era filho do Sr. João Fernandes Campos Café e de D. Florência Amélia Campos Café.

Estudou no Ateneu Norteriograndense. Foi jornalista, advogado provisionado, Doutor ‘Honoris Causas” pela Universidade de Coimbra – Portugal, Deputado Federal, Vice-Presidente e, com a morte de Getúlio Vargas, Presidente da República Federativa do Brasil(1954/55), e posteriormente, Ministro do Tribunal de Conta do Estado da Guanabara.
Cedo ingressou no jornalismo político, em Natal, onde fundo o Jornal do Norte, em 1921; quando saiu do Estado, praticamente foragido, editou em Pernambuco o Correio de Bezerros, em 1925; ainda neste ano dirigiu o jornal A Noite, em Recife/ foi redator do Jornal A Manhã, no Rio de Janeiro, em 1929; na Revolução de 30, na Paraíba, reeditou o Jornal do Norte, que era favorável ao Governo Vargas, e foi redator do A União, órgão extra-oficial do Estado. Em 1945 juntamente com Sandoval Wanderley, Manoel Alves e Abelardo Calafange, fundou o Jornal de Natal, veículo que serviu para a sua luta partidária no Estado.

Há um fato, na sua vida jornalística, já como Deputado Federal na Assembleia Constituinte em 1947, que pouca gente conhece: O projeto que tratava da determinação de um Piso Salarial para os Trabalhadores em Atividades Jornalísticas, apresentado por ele, foi aprovado. Em represália, os proprietários de jornais proibiram a publicação das notícias sobre o andamento do referido projeto de lei.
Os jornalistas, então, começaram a editar o Café Jornal, auto intitulado “Órgão do Comitê Pró-Aumento de Salário dos Jornalista Profissionais”.


Em 03 de maio de 1935 era eleito Deputado Federal pelo RN, perdendo o mandato em 1937, com o golpe militar daquele ano, tendo que se refugiar na Argentina. Após a sua volta ao País, reiniciou as suas atividades políticas, sendo eleito para a Assembleia Nacional Constituinte em 1945, projetando-se como um parlamentar oposicionista; em 1950 foi eleito Vice-Presidente, ao lado de Getúlio Vargas.

Como Advogado Provisionado, foi destemido e perseguido. Defendia as causas sociais, tendo uma ligação forte com os Sindicatos; se destacou, principalmente, na defesa em prol da Associação dos Operários do Sal, fundada em 1931, que posteriormente ficaria famosa como o Sindicato do Garrancho, e que era o órgão de defesa dos trabalhadores da industria do sal no Oeste Potiguar. Antes foi o organizador da Primeira Greve Geral dos Trabalhadores do RN, no ano de 1923 – de onde fizeram parte várias categorias como, os estivadores, marítimos e as tecelãs da única Fábrica de Tecidos de Natal  - partindo daí a criação de vários outros sindicatos.

No ano de 1927 foi o defensor de Chico Pereira, paraibano, erroneamente taxado de cangaceiro, indicado por um crime que não cometera, o roubo na Fazenda Ramada, do Coronel Quincó, no município de Acari-RN; do Governador do Estado, à época denominado de Presidente, escrevendo no seu Jornal contra os desmandos daquele, foi perseguido, juntamente com a sua família, tendo que se refugiar no Rio de Janeiro.

Como Presidente da República visitou vários países, merecendo inúmeras homenagens; também visitou várias vezes a sua cidade natal, numa delas para exercer o seu direito de voto. Em novembro de 1955 foi vítima de um golpe militar chefiado pelo General Lott, seu Ministro da Guerra, perdendo o direito de completar o seu governo constitucional. No entanto, não perdeu a altivez moral com que soube exercer a magistratura suprema do País. Deixou o governo pobre, como nele entrara. Foi um ardoroso defensor do petróleo brasileiro, são dele as seguintes palavras sobre o mesmo:

“A política petrolífera deveria observar a legislação da PETROBRÁS. Considerei meu dever prestigiar essa organização e proporcionar-lhe os meios necessários à alta missão que lhe fora confiara.
Durante a minha gestão na Presidência da República, foram autorizadas pela primeira vez as pesquisas em Alagoas, o mesmo ocorrendo com o Rio Grande do Norte, não por ser o meu estado natal, mas porque os estudos ali realizados indicavam a existência de petróleo nas proximidades de Mossoró e os técnicos reputaram aconselháveis as prospecções aliás suspensas mais tarde, ignorando eu os motivo.” (página 455).

Foi um exemplo de probidade e honestidade administrativa, como político e homem público, rara nos dias atuais – saiu da Presidência da República sem possuir um automóvel. Os seus novos conterrâneos, os cariocas, se surpreendiam ao vê-lo nas filas das paradas dos coletivos. Em Copacabana: “um político que tinha chegado ao mais alto posto do País, voltas às atividades privadas de maneira tão simples”.

Em 1966 publicou as suas memórias no livro, em 2 volumes, “Do Sindicato ao Catete”.
  
Café Filho faleceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de fevereiro de 1970, aos 71 anos de idade.
Foi Presidente do Brasil entre 24 de agosto de agosto de 1954 e  8 de novembro de 1955.

Fonte de consulta: Café Filho - Um Potiguar na Presidência da República. Antônio Kyldemir Dantas de Oliveira. Fundação Vingt-Un Rosado - Coleção Mossoroense. Série “B” – Número 1641, Mossoró-RN  1999

domingo, 29 de novembro de 2015

Saiba quais são os municípios que integram o “Circuito das Serras Potiguares”


Um grupo de voluntários liderado pelo diretor da UERN de Pau dos Ferros, Gilton Sampaio, e a colunista social Soraya Vieira, está produzindo um e-book, sem fins lucrativos, com o mapeamento dos potenciais turísticos de 23 cidades do Alto Oeste.

Municípios que fazem parte do Circuito das Serras Potiguares

Água Nova, Alexandria, Antônio Martins, Coronel João Pessoa, Doutor Severiano, Encanto, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, João Dias, José da Penha, Luiz Gomes, Major Sales, Marcelino Martins, Martins, Patu, Pau dos Ferros, Portalegre, Rafael Fernandes, Riacho da Cruz, São Miguel, Serrinha dos Pintos, Venha-Ver e Viçosa.

Blog do Robson Pires

domingo, 15 de novembro de 2015

Os primeiros habitantes do território potiguar

Por Carlos Noronha


A história do Rio Grande do Norte não se inicia com a chegada dos europeus.

Essa história tem início muito antes, porém ainda não temos certeza de quando precisamente.
Para sabermos desde quando o território potiguar é ocupado por seres humanos, muitos estudos e pesquisas têm sido feitos. Para tanto, são usados, principalmente vestígios deixados por essas pessoas, como pontas de flechas, pinturas rupestres e até mesmo esqueletos.
Com relação à presença dos primeiros seres humanos no Brasil, há uma grande controvérsia. A ocupação de terras brasileiras ocorreu entre 9.000 e 11.300 anos, segundo alguns estudiosos. Outros defendem uma data ainda mais remota.
A área correspondente ao Nordeste do Brasil foi ocupada por grupos de caçadores que se estabeleceram próximos aos rios e fontes de água, adaptando-se, dessa maneira, às difíceis condições do Sertão. 

Essa ocupação havia se consolidado há doze mil anos nos atuais estados da Bahia e Piauí 
As datas mais antigas que marcam a presença humana no Rio Grande do Norte foram registradas na região do Seridó, mais exatamente nos Sítios Pedra do Alexandre (9.400 anos atrás), em Carnaúba dos Dantas e Mirador, em Parelhas (9.410 anos atrás), com pinturas rupestres.
Nessa fase habitavam o território norte-riograndense animais atualmente extintos como os tigres dentes-de-sabre, os mastodontes e os tatus gigantes. 

Os registros rupestres são um forte indicativo da presença humana no Rio Grande do Norte, em especial no que se refere à evolução das manifestações artísticas. As gravuras e pinturas estão agrupadas em tradições. No Nordeste brasileiro – e também no território potiguar – existem, pelo menos, três grandes tradições: Itaquatiara, Nordeste e Agreste. 

A Tradição Itaquatiara – ou das Itaquatiaras – surge em blocos ou rochas ao lado dos cursos d’água e por vezes, em contato com esta, englobando gravuras executadas sobre a rocha. No Rio Grande do Norte há um grande número de sítios dessa tradição, em particular na região do Seridó. 
A Tradição Nordeste é caracterizada por meio de figuras de pequeno tamanho, com enfeites, símbolos e adornos, os quais identificam o ser humano dentro de um contexto social cheio de danças, lutas e caças.

A Tradição Agreste traz pinturas de técnica gráfica menos rica do que a Tradição Nordeste, inferioridade também observada nos temas. Um exemplo de um sítio dessa tradição é o Lajedo da Soledade, em Apodi. 

A existência das três principais tradições culturais de Arte Rupestre do Nordeste no nosso Estado reforça a ideia que o seu território foi habitado por inúmeras levas de seres humanos, em épocas diversas. 
Esse povoamento, realizado por vários grupos humanos, originou as nações indígenas que os cronistas portugueses e holandeses tomaram conhecimento. 
Como podemos perceber, quando os portugueses chegaram ao Rio Grande do Norte, em 1501, nosso território possuía já muita história.
Os povos indígenas que habitavam o território norte-riograndense eram descendentes desses habitantes mais antigos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Terço dos Paulistas no Rio Grande do Norte

A força de trabalho dos indígenas potiguares e o Terço dos Paulistas. Desde o descobrimento do Brasil que os europeus mantiveram contatos diretos com os índios, utilizando-os como mão-de-obra na coleta do pau-brasil e noutras atividades de interesse econômico. E mais tarde, foram utilizados nas lavouras e fazendas de gado como força de trabalho.

Na verdade, os portugueses quando descobriram o Brasil já tinham a intenção de escravizar os nativos. Mas os índios reagiram contra a escravidão. Eles não poderiam nunca ser escravos em virtude de sua cultura e de seus hábitos de caça e pesca que lhes davam uma vida de liberdade.

No Rio Grande do Norte, antes do negro ser escravo, os indígenas foram os primeiros escravos, mas esse cativeiro não durou muito tempo. O chamado Terço dos Paulistas era um grupo de homens formado em São Paulo para penetrar nos sertões, visando escravizar os índios. Esse Terço esteve no Rio Grande do Norte no período de 1688 a 1724. Passaram pelo Seridó, onde hoje se encontra o município de Currais Novos e nas terras em que hoje está encravado o município do Assú.

Em Currais Novos e Assu, o Terço dos Paulistas matou milhares de índios. Embora os índios Paicus (ou Paiacus) fossem Cariris, também, eles viviam em clima de rivalidade, brigando pela posse de melhores terras para a caça e pesca. Os Paicus e Cariris viviam em guerra desde o século XVII. Esse conflito sangrento entre eles foi denominado de Confederação dos Cariris. O Terço dos Paulistas aproveitou o litígio existente entre eles, ficando ao lado dos Paicus e atiçando massacre contra os Cariris.

Por ter participado diretamente da guerra entre Paicus e Cariris, o Terço dos Paulistas, obedecendo à determinação superior, voltou a São Paulo, deixando os “senhores de terras” insatisfeitos, porque estes eram a favor da permanência dessa organização no Rio Grande do Norte.

Em 1720, houve o último levante geral. O governador da Capitania, o capitão-mor, Luís Ferreira Freire foi enérgico, utilizando o Terço dos Paulistas, sob o comando de Morais Navarro, dispersou a indiada. Morreram muitos índios. Foi um grande extermínio.

Muitos homens do terço dos Paulistas permaneceram no Rio Grande do Norte desenvolvendo atividades econômicas como a de agricultura e fazendeiro. Por exemplo, o sargento-mor José Morais Navarro, natural de São Paulo, radicou-se no sítio Curralinho da praia da Ribeira do Assú, perto da Lagoa chamada Pendências. Sendo considerado o primeiro proprietário do atual município de Pendências. Em Assú existe a comunidade rural, próximo a Lagoa do Piató, denominada de Paulista. 

Fonte: Livro Evolução Econômica do Rio Grande do Norte – Século XVI ao XX – de Paulo Pereira dos Santos.
 
Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi  -http://chctpla.blogspot.com.br/2014/08/chctpla-fatos-da-historia.html