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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MEMÓRIA E TRADIÇÃO: BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 1817

No período de 29 de março a 1º de abril, o Grupo de Estudos André de Albuquerque Maranhão - GAM, o Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo e o Instituto Tavares de Lyra promoverão o evento "Memória e Tradição - Bicentenário da Revolução de 1817", com a finalidade de resgatar a importância da Revolução de 1817 para a História do Rio Grande do Norte.
Dentro da programação do evento haverá a palestra de Paulo de Albuquerque Maranhão, descendente da Casa de Cunhaú, além de mesas redondas com renomados professores de História do RN e pesquisadores, mais o relançamento de três livros: "A Casa de Cunhaú", de Luís da Câmara Cascudo; "A participação da Capitania do Rio Grande do Norte e de Maçons Potiguares na Revolução Pernambucana de 1817", de Cassimiro Júnior; e "A ressucitada", de Francisco Galvão.
O evento será realizado no Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo, localizado na Av. Câmara Cascudo, 377, Cidade Alta, Natal/RN, e será aberto ao público.

Confirme sua presença no nosso Evento do Facebook

Inscrições: Enviar e-mail para: frente.gam@gmail.com

Ao final do evento será entregue certificado de 10h para quem pediu a inscrição.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL (Sujeita a alterações)

Dia 29 de Março de 2017 - (Quarta-feira)
18h30
Sessão Solene na Câmara dos Vereadores de Natal/RN em celebração ao Bicentenário da Revolução de 1817.
Proposição da Vereadora Professora Eleika (PSL).

Dia 31 de março de 2017 – (Sexta-feira)

17h
Abertura da exposição fotográfica: A CASA DE CUNHAÚ. Acervo do Instituto Tavares de Lyra.

18h
Abertura da Sessão Magna com representantes do Instituto Tavares de Lyra, Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo, UFRN e Grupo de Estudos André de Albuquerque (GAM). Composição da mesa e palavra da equipe responsável pelo evento.

19:30h
Palestra de Abertura do Dr. Paulo Fernando de Albuquerque Maranhão Cunhaú: A Fundação da Identidade Potiguar.

• Lançamento da reedição do livro “A Casa de Cunhaú”, de Luís da Câmara Cascudo.

Dia 01 de abril de 2017 – (sábado)

9h
1ª. Mesa-Redonda: Anderson Tavares de Lyra e Arthur Dutra. Moderação de Daliana Cascudo - Memória e Tradição: 1817 através da História.

10:30h
2ª. Mesa-Redonda: Walner Spencer (a confirmar) e Cassimiro Júnior Moderação Augusto Maranhão (a confirmar) - Sob o Olho da Providência: O Protagonismo Revolucionário da Igreja e da Maçonaria.

• Lançamento do livro “A participação da Capitania do Rio Grande do Norte e de Maçons Potiguares na Revolução Pernambucana de 1817”, de Cassimiro Júnior.

INTERVALO

14h
3ª. Mesa redonda: Douglas Cavalheiro e Sérgio Trindade. Moderação Lucas Zilio (GAM) - Hipóteses Contra factuais: E se a Revolução tivesse êxito?

16h
4ª. Mesa redonda: Fábio Arruda e Erick Bezerra. Moderação Dr. Paulo Maranhão (à confirmar) - Engenhos e Itinerários: O espaço agrário no nordeste oitocentista.

• Lançamento do livro "A ressuscitada", de Francisco Galvão.

Fonte: http://gamfrente.blogspot.com.br/2017/02/memoria-e-tradicao-bicentenario-da.html

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Augusto Severo, um pioneiro da aviação esquecido


Entre muitos dos grandes nomes de nossa história a quem não foi dado o merecido reconhecimento, podemos citar o de Augusto Severo de Albuquerque Maranhão. Nascido em Macaíba, interior do Rio Grande do Norte, em 11 de janeiro de 1864, Augusto teve um importante papel nos primórdios da engenharia aeronáutica de nosso país.

Seu primeiro invento considerável foi o dirigível Bartholomeu de Gusmão. O Governo brasileiro custeou a fabricação desse modelo após ouvir opiniões favoráveis de professores da Escola Politécnica do Rio de Janeiro sobre a tecnologia que seria ali aplicada. O dirigível, fabricado na Europa em 1892, ganhou esse nome em uma homenagem ao inventor Bartolomeu de Gusmão, que em 1709, apresentou à corte portuguesa um pequeno balão de ar quente.

Somente em 1893, o dirigível Bartholomeu de Gusmão chegou ao Brasil, realizando as suas primeiras ascensões um ano depois. Uma curiosidade: as estruturas rígidas foram construídas com o uso de bambu. Apesar de toda uma tecnologia considerável para a época, o dirigível teve vida curta e já em seu primeiro voo, livre de qualquer tipo de amarras, a estrutura de bambu não aguentou e se partiu, levando o inventor a aperfeiçoar os seus estudos para uma futura empreitada.

Em 1902, Augusto Severo reuniu todos os seus recursos financeiros e ainda pediu dinheiro emprestado a amigos para desenvolver o novo dirigível: o PAX. O nome era um retrato de sua crença de que tal instrumento poderia evitar guerras entre as nações.

Com tecnologia mais avançada que a de seu antecessor, o PAX sobrevoou, em 12 de maio daquele ano, os céus de Paris por 10 minutos, chegando a realizar círculos fechados, desenhando figuras em forma de oito nos ares da capital francesa diante de uma multidão entusiasmada. Porém, quando se encontrava mais ou menos a altura de 400 metros, o aparelho foi envolto em chamas e explodiu poucos segundos depois, projetando Augusto e seu mecânico de bordo, o francês George Sachêt para o solo. Os dois morreram carbonizados e os restos do dirigível caíram na avenida du Maine. Esse terrível acidente causou forte impacto em toda a Europa e tornou Augusto um ‘Mártir da Tecnologia Aeronáutica’.

Em homenagem ao inventor brasileiro, a cidade de Paris batizou uma de suas ruas com o nome ''Augusto Severo'' e no local do desastre há uma placa de mármore com os dizeres: "À la memoire de L`Aéonaute Brésilien AUGUSTO SEVERO et de son mécanicien français GEORGE SACHÊT Chute du dirigible PAX - Av du Maine. Le 12 mai de 1903".

Apesar do seu trágico destino, a configuração proposta por Severo, de um dirigível semirrígido, foi revolucionária e influenciou o desenvolvimento dos dirigíveis nas décadas seguintes.

Fonte: Fatos Históricos Brasileiros 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

João Café Filho, o goleiro que se tornou Presidente da República


João Café Filho (1899-1970), como se sabe, foi o Vice-presidente de Getúlio Vargas, que assumiu o governo após a sua morte, governando de 1954 a 1955. Ao contrário da maioria dos Presidentes de sua época, esse literalmente vestiu a camisa de um time e foi a campo. Nesse sentido, um pioneiro.

Começou como goleiro do Cruz Vermelha (Atheneu). Depois, foi goleiro do Alecrim FC. Não se sabe exatamente o período. Alberto Medeiros diz que foi de 1916 a 1919, aproximadamente. Everaldo Lopes diz que foi na década de 20.

Em seu próprio relato, Café Filho diz que assumiu em campo “posições de defesa”, dando a entender que também atuou na zaga. De qualquer modo, confessa, com bom humor, que:
“Nunca tive uma sorte absoluta, mas apenas relativa, por assim dizer, compensadora dos meus fracassos. O arqueiro que, certa vez, me substituiu, deixou que os adversários fizessem doze goals contra o nosso time, enquanto eu deixara a bola passar nas traves apenas dez vezes...”

Comprovada a sua inaptidão dentro das quatro linhas, tentou a sorte fora delas: virou dirigente. Primeiro, participou das primeiras diretorias do Alecrim. Depois, chegou a ser vice-presidente do Centro Sportivo Natalense – que foi fundado às pressas, em 04.07.1918, para fazer o número mínimo de clubes que a legislação exigia para criar a Liga de Desportos Terrestres (apenas três clubes, com ABC e América), em 14.07.1918; participou do primeiro campeonato da Liga e algumas temporadas posteriores, até se licenciar e, em 1941, se transformar no CA Potiguar. No Natalense, organizou um grupo feminino, em que acabou encontrando sua futura esposa.

Como dirigente, Café Filho marcou seu maior gol antes mesmo de ser jogador! Foi ele quem organizou a primeira partida interestadual do Rio Grande do Norte: ABC 1 x 4 Santa Cruz, que ocorreu em 15.11.1916. Como foi essa façanha? Aos 17 anos de idade, Café Filho estudava em Recife, onde fez amizade com o filho de um diretor do Santa Cruz e, com a ajuda do Dr. Ramos Leal, médico influente no clube coral, conseguiu acertar a partida. Foi um grande sucesso, que movimentou toda a sociedade natalense. No entanto, foi proibido de assistir ao jogo pelo próprio pai, que era muito austero. Como se vê em suas memórias, ele nunca o perdoou por isso.

A mais curiosa história de sua curta carreira de dirigente é assim narrada por ele:

“Uma ocasião, em Caruaru, Pernambuco, o clube que [eu] então liderava sofreu uma derrota tão vergonhosa ao jogar contra o time local, que não esperamos o dia seguinte para sair da cidade. Embarcamos, de madrugada, como uma espécie de fugitivos, em um trem de carga, aturdidos e às pressas, varridos pela onda dos comentários sarcásticos dos caruaruenses.”

Depois de tantas peripécias, saiu do futebol para entrar na política. Considerando que chegou à Presidência da República, pode-se dizer que, como goleiro, foi um bom político.

Foi o único ex-dirigente de futebol que chegou à Presidência? Certamente, não. Descontados os Presidentes da República que também foram Presidentes de Honra de alguns clubes, porque a rigor não são dirigentes, é preciso lembrar que Fernando Collor de Mello foi Presidente do CSA, de setembro de 1973 a agosto de 1974, conquistando o campeonato alagoano deste ano e uma vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

E Café Filho foi o primeiro Presidente da República a jogar futebol? Tudo indica que sim. O que não significa que outros Presidentes não tenham batido bola. E não foi só Lula. P.ex., Medici foi atacante do Grêmio de Bagé (cf. Marcos Guterman), um “bom jogador de futebol, desde Porto Alegre” até a Escola Militar do Realengo (cf. depoimento de Geisel). O general Aurélio de Lyra Tavares, integrante da Junta Militar que assumiu durante a enfermidade de Costa e Silva, foi jogador do futebol amador do Fluminense.

João Goulart também jogava futebol. Começou no recreio do Ginásio Santana, em Uruguaiana (RS), em regime de internato. Jango jogava no time dos mais velhos, de nome “Esperanza”, onde atuava no meio campo, abrindo as jogadas para os companheiros avançarem. Segundo Jorge Ferreira, Jango era um jogador habilidoso. Tanto que, na década de 30, foi campeão juvenil pelo Internacional de Porto Alegre, até abandonar o futebol devido a uma contusão.

Outro Presidente a jogar futebol foi Tancredo Neves. No tempo de colégio, em São João Del Rey, ele já praticava o esporte bretão, como se vê nesse depoimento:

“A diversão maior era o futebol. O futebol que era travado com o maior entusiasmo, até com torcida no adro da Igreja, e aí todos nós dividíamos em times antagônicos e cada qual mostrava as suas habilidades, de acordo com as suas aptidões.”

A propósito, aparentemente, o clube cuja camisa foi vestida por mais Presidentes (não só para fotografias, mas para competição mesmo) foi o América mineiro. Além de Juscelino Kubitschek, que fez natação e jogou basquete lá, o clube teve Tancredo, que jogou futebol. Sem contar Lula, que, em 15.06.2003, disputou uma pelada no Alvorada usando a camisa do Coelho, cf. foto de Ricardo Stuckert publicada na Folha de S. Paulo.

Texto de: Laércio Becker, de Curitiba-PR
Fonte: Página  Fatos Históricos Brasileiros

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Estudante do IFRN narra experiência como Jovem Embaixadora


Rarielly Virgínia Medeiros é aluna do 4° ano do Curso Técnico Integrado em Mecânica do Campus Santa Cruz do IFRN. Em 2016, ela foi selecionada como Jovem Embaixadora do Brasil nos EUA. Para exercer a missão para a qual foi escolhida, passou 22 dias em diferentes cidades americanas. Rarielly voltou para o Brasil neste domingo, 5 de fevereiro, e contou para gente como foi a experiência.

Qual o período em que você esteve nos EUA e em quais cidades?


Antes de chegar nos Estados Unidos, ficamos 5 dias em Brasília, fomos à embaixada americana participar de uma entrevista para pegar o visto e conhecermos alguns pontos turísticos. Nos outros dias, participamos de várias palestras que nos prepararam para o “choque cultural” que estava a nossa espera. Todas as atividades foram realizadas na casa Thomas Jefferson, em Brasília. Quase todas as noites, íamos a restaurantes com o perfil americano, já para nos preparar para mudança do hábito alimentar. Viajamos aos EUA na madrugada do dia 14 de janeiro e só voltei dia 5 de fevereiro. Na verdade, ainda me sinto lá... Preciso voltar ao Brasil, a minha realidade. Acho que ainda estou em êxtase.

Passei por várias cidades americanas, começando por São Francisco/Califórnia, Lake Tahoe em Nevada, Pensacola/Flórida, Nova Orleans/Louisiana, e, por último, em Washington DC.

Quais atividades desenvolveu lá? 

Foram várias atividades, todas de inclusão. Participei de trabalhos voluntários, como o banco de comidas, que é a organização e distribuição de comida enlatada para as famílias de baixa renda – onde as pessoas vão até a casa pegar suas caixas de alimento. Fui a uma casa que acolhe pais de crianças que ficam internadas em um hospital próximo dali, na verdade, acolhe as famílias dessas crianças. A casa é patrocinada pelo McDonald's - Ronald McDonald House Charities of Northwest Florida - lá fizemos kits de brinquedos para distribuir com as crianças que ficam na casa.

Participamos de vários workshops, através dos quais, de fato, desenvolvíamos trabalhos, como mapas de conceito, gráficos que possibilitam identificar e solucionar problemas da comunidade. Cada jovem embaixador tem a responsabilidade de desenvolver um projeto de inclusão para colocar em prática no Brasil. 

Os dias eram bem cheios, repletos de palestras, visitas a escolas, a universidade, fomos a pontos turísticos e em alguns núcleos de inclusão como o ARC GATEWAY, que ajuda pessoas com transtornos mentais/psiquiátricos, e um reformatório, onde foi possível fazer uma apresentação sobre o Brasil/IFRN/NAPNE. 

Como foi a experiência?

Incrível, inesquecível. Só em falar já me emociono. Foi maravilhosa! Aprendemos bastante, não só sobre um outro “mundo”, mas muito mais sobre conhecer a si mesmo, como ser um ser humano melhor. Aqui no Brasil eu nunca saí sozinha, para onde vou é com os meus pais, e de repente tive que me virar sozinha, tanto em Brasília como nos EUA. Aprendi a cuidar de mim. 

O que mais te marcou durante a viajem?

As amizades que construí, tanto com brasileiros como com americanos, tudo que conheci, aprendi e vivenciei. Não há o que mais marcou, tudo me marcou, não sou capaz de esquecer cada segundo vivido nesse último mês, nunca esquecerei de nada. Todo dia era algo diferente, nada se repetia, apesar de estarmos sempre no mesmo grupo, sempre conhecíamos pessoas novas.

Posso dizer que uma coisa me chamou muita atenção: fui a várias instituições que ajudam o próximo sem interesse e sem fins lucrativos, bem diferente da realidade que vivencio aqui em Santa Cruz. O único lugar que vi um pouco desse “humanismo” foi no Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) do IFRN.

Como foi o processo de seleção?

Cansativo, extenso, na verdade, desesperador, conheci várias pessoas que já tinham passado por isso mais de uma vez e não tinham conseguido passar, pessoas com mais “experiência” que eu e estavam sendo reprovadas. Este ano foram quase 19 mil inscritos, então o desafio foi gigantesco, e a cada etapa aprovada, ao invés de eu me tranquilizar eu ficava mais nervosa e ainda mais ansiosa. Eu não acreditava que poderia. O que me deu confiança, além da minha fé, porque eu rezava muito, muito mesmo, foi principalmente o apoio que recebi do IFRN, especialmente o apoio de Andreza Luna, a coordenadora do NAPNE, as diversas palavras de fé e encorajamento que ela me dava me fizeram acreditar que eu poderia ser uma Jovem Embaixadora. Eu tinha medo de comentar com as pessoas que eu estava na seleção, eu pensava que elas me diriam palavras negativas que iriam me desmotivar, e eu acreditaria nelas, também não gosto de criar expectativas nos outros, porque depois ficam nos pressionando a dar um bom resultado, eu tenho muito medo de decepcionar as pessoas.

O ensino e os projetos que você teve acesso no IFRN ajudaram de alguma forma a ser selecionada?

Totalmente. As aulas de inglês com a professora Valeska Rocha da Silva sempre foram maravilhosas e produtivas. Mas, o que mais me deixou confiante, que me fez ver que eu era capaz de conversar em inglês sem medo foi o contato que tive com a professora Patrícia Tenório, cidadã americana, filha de um diplomata da ONU, que esteve por três meses como voluntária do NAPNE Santa Cruz. Ela me mostrou um pouco da cultura americana e como eu poderia melhorar o meu Inglês. Quanto aos projetos, posso dizer sem dúvida alguma, que se não fosse a Capacitação básica em LIBRAS, projeto de inclusão do NAPNE, eu não teria sido uma Jovem Embaixadora. 

Posso dizer que as aulas de História que tive aqui no IF não foram apenas aulas, estavam nos ensinando a sermos seres humanos melhores. Assim como todos os nossos professores que não ministram só aulas acadêmicas, eles nos formam como seres humanos. E eu só pude perceber isso, ter a certeza, depois que estive em um país de "primeiro mundo".

Participar do Núcleo de Inclusão e do projeto de Libras me mudou como ser humano, foi quando eu passei a ter um olhar para o “outro” e também passei a me conhecer melhor, entendi que é importante dedicar um pouco do meu tempo aos outros e não só a mim mesma.

O Programa Jovens Embaixadores mudou de alguma forma os seus planos para o futuro? Se sim, como? 

Com certeza. Eu cito o que Simon, um dos primeiros jovens embaixadores do programa, que hoje trabalha na Universidade de Chicago, disse em Brasília: “nós só sonhamos com o que conhecemos". Com a experiência, acabamos conhecendo coisas novas que entram em nossos planos para o futuro. A gente conheceu melhor algumas profissões como a diplomacia, que eu não conhecia tão bem, como outras profissões que se encaixam no perfil de um Jovem Embaixador. Com isso, acabamos tendo uma visão diferente do que queremos seguir no futuro. Ideias começam a aparecer a partir da vontade de mudar a nossa realidade, pois o que nos torna o que somos é a capacidade de olhar cada coisa boa de um lugar diferente e querer levar para a nossa comunidade. Tenho também o plano de voltar a viajar e rever todos aqueles que deixamos não só nos Estados Unidos, mas em cada estado brasileiro.

*Portal do IFRN - www.ifrn.edu.br

domingo, 12 de fevereiro de 2017

UVERN - UNIÃO DOS VEREADORES DO RIO GRANDE DO NORTE



A União dos Vereadores e Vereadoras do Rio Grande do Norte surgiu há alguns anos, embora com outra nomenclatura, e depois de vários encontros pelo Rio Grande do Norte, debatendo o fortalecimento dos Vereadores e Vereadoras do Estado, no dia 12 de junho de 2015, em Jucurutu, foi fundada.
Apesar das dificuldades financeiras de início, no qual as despesas iniciais foram arcadas praticamente pelos idealizadores e de uma forma muito simples, congregando algumas Câmaras Municipais e algumas dezenas de vereadores de todas as regiões do estado prestando atendimento. Atualmente, a Uvern encontra-se consolidada e preprada para defender e capacitar os vereadores e vereadoras do Rio Grande do Norte. Nossa sede está localizada em Mossoró, segunda maior cidade do estado, e também contemplando todo o oeste com uma sede em Umarizal. Em Natal a sede está sendo encaminhada e em breve teremos um ponto de atendimento na capital.
A UVERN disponibiliza serviços de assessoria jurídica, assessoria legislativa, divulgação das atividades dos parlamentares e diversas outras vantagens,. Buscando sempre parcerias com órgãos do governo e empresas privadas.
Presidente
O atual presidente e fundador, vereador Bruno Melo, nasceu em Natal, atualmente é vereador na cidade de Severiano Mel. Bruno Melo é um grande defensor dos vereadores e tem o respeito dos vereadores de todo o estado. Isso significa que a classe dos vereadores esta muito bem representada.
A UVERN tem uma parceria muito estreita com a União dos Vereadores do Brasil, entidade que representa mais de 57 mil vereadores no Brasil.
O fortalecimento e respeito dos mais de 1600 vereadores do RN e uma bandeira permanente da entidade.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

PROPOSTA DE EMENDA A LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE CANGUARETAMA


“Acrescenta o dispositivo à Lei Orgânica do Município de Canguaretama, que extingue o uso de logomarcas, slogans, cores, frases, símbolos e quaisquer outro artífice publicitário que possa ser associado a uma determinada Gestão Municipal, podendo somente e obrigatoriamente ser usado como publicidade oficial do Município o ‘Brasão do Município de Canguaretama’, e suas respectivas cores, bem como a frase ‘Prefeitura  Municipal de Canguaretama- Estado do Rio Grande do Norte’’. Além da vedação da fixação de fotografia do (a) Chefe (a) do Poder Executivo nas repartições públicas municipais, e em seu lugar a instituição em definitivo da Bandeira do Município de Canguaretama. Ademais o ensino teórico e prático por parte das Escolas Municipais do Hino do Município de Canguaretama”.


A CÂMARA MUNICIPAL DE CANGUARETAMA promulga:

Art. 1.º- A Lei Orgânica do Município de Canguaretama passa a vigorar acrescida dos incisos 1, 2 e 3 no artigo 4, com a seguinte redação:

"Art. 4.º- Os símbolos do Município são caracterizados pela Bandeira, pelo Brasão, e pelo Hino representativos de sua cultura e história, instituídos por lei ordinária.

§1.º- Extingue o uso de logomarcas, slogans, cores, frases, símbolos e quaisquer outro artífice publicitário que possa ser associado a uma determinada Gestão Municipal, podendo somente e obrigatoriamente ser usado como publicidade oficial do Município o “Brasão do Município de Canguaretama”, e suas respectivas cores, bem como a frase “Prefeitura  Municipal de Canguaretama- Estado do Rio Grande do Norte". 

a) os imóveis públicos, os particulares utilizados pela Administração Direta, Indireta, Autárquica e Fundacional do Município, bem como as obras de engenharia e arquitetura públicas, obrigatoriamente serão pintadas com as cores predominantes no Brasão do Município de Canguaretama. 
b) será dispensada a utilização das cores do Brasão do Município de Canguaretama quando: a edificação exija, para sua identificação, cores especiais definidas em normas técnicas nacionais ou internacionais; se tratar de bens tombados por qualquer órgão competente nas três esferas; se tratar de bens cedidos por órgãos da Administração Pública Direta ou Indireta da União ou do Estado. 
c) os uniformes destinados aos servidores públicos municipais e aos alunos da rede municipal de ensino, quando distribuídos gratuitamente pela municipalidade,será conformedesigna ser adotado pelo Executivo em conjunto com o Legislativo, sendo obrigatório as características do Brasão do Município de Canguaretama; e
d) os veículos automotores e máquinas pertencentes à frota municipal serão identificados com o Brasão do Município de Canguaretama nas laterais, contendo as cores predominantes no mesmo. Os veículos novos, adquiridos pelo Município, serão das mesmas cores, ressalvados os casos de cores padrões dos veículos ou automóveis cedidos ao Município.

§2.º- Fica vedado a fixação de fotografia do (a) Chefe (a) do Poder Executivo nas repartições públicas municipais, e em seu lugar a instituição em definitivo da Bandeira do Município de Canguaretama.
§3.º- Fica instituído para as Escolas Municipais o ensino teórico e prático do Hino do Município de Canguaretama, com seu respectivo quadro de funcionários”. 

Art. 2.º- O Poder Executivo terá o prazo de 180 (centro e oitenta) dias para se adequar ao disposto nesta Emenda.

Art. 3.º- As despesas decorrentes desta Emenda serão atendidas pela consignação orçamentária do Executivo ou suplementadas se necessário.

Art. 4.º- O descumprimento desta Emenda ensejará a responsabilização criminal e administrativa do causador, na forma da Lei.

Art. 5.º- Esta emenda à Lei Orgânica do Município de Canguaretama entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA

O presente Anteprojeto de Emenda à Lei Orgânica do Município de Canguaretama é submetida a apreciação da Mesa Diretora desta Câmara Municipal e Nobres Vereadores da Casa Augusta de Leis de Canguaretama, amparado pelos artigos 13, 47, item I e 48 da Lei Orgânica Municipal e art. 99 à 105 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Canguaretama, pois esta pode ser proposta pelo Executivo ou pelos Vereadores, mas não está sujeita à sanção do primeiro. É votada em dois turnos e aprovada por dois terços da Casa. Entra em vigor após a promulgação da Mesa Diretora da Câmara Municipal e publicação. 
A proposta tem escopo extingui a utilização do uso de logomarcas, slogans, cores, frases, símbolos e quaisquer outro artífice publicitário que possa ser associado a uma determinada Gestão Municipal, podendo somente e obrigatoriamente ser usado como publicidade oficial do Município o “Brasão do Município de Canguaretama”, e suas respectivas cores, bem como a frase ““Prefeitura  Municipal de Canguaretama- Estado do Rio Grande do Norte”. A vedação da fixação de fotografia do (a) Chefe (a) do Poder Executivo nas repartições públicas municipais, e em seu lugar a instituição em definitivo da Bandeira do Município de Canguaretama. Além do ensino teórico e prático por parte das Escolas Municipais do Hino do Município de Canguaretama.
Cabe citar que foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte a certo tempo, uma emenda à Constituição do Estado do Rio Grande do Norte elaborada pelo Deputado Kelps Lima, um aditivo da emenda apresentada inicialmente pelo Deputado Fábio Dantas, proibindo que os (as) Governadores (as) instituíssem quaisquer artífice publicitário de suas campanhas eleitorais nas suas gestões e de fixarem suas fotos nos prédios públicos. Essa emenda acarreta a mesma proibição as Prefeituras, uma vez que a Constituição Estatual é superior as Leis Orgânica Municipal, assim é necessário e conveniente que o Município de Canguaretama se adeque a Magna Carta do Estado e suplemente naquilo que disser respeito ao seu peculiar interesse. 
Outro desígnio desta proposta é que a partir de 180 dias após a  aprovação dessa Emenda a oportunidade de uma gestão pública com ênfase na impessoalidade, onde nenhum (a) Chefe (a) do Poder Executivo poderá criar uma marca ou slogan próprio, sendo a única marca do Governo Municipal o Brasão instruí da por Lei ordinária e o  slogan: “Prefeitura  Municipal de Canguaretama- Estado do Rio Grande do Norte”
Portanto, a presente  iniciativa possibilita a adequação e suplementação da Lei Orgânica Municipal com a Constituição Estadual, perante isso necessita-se da aprovação dos Nobres Vereadores para a presente propositura. 
Fonte: https://tudodecanguaretama.blogspot.com.br/2017/01/proposta-de-emenda-lei-organica-do_12.html

domingo, 8 de janeiro de 2017

Lideranças indígenas viajam a Brasília contra o fechamento da FUNAI-RN




As comunidades e grupos auto afirmados como indígenas do RN, formados por homens, mulheres e crianças das Nações Tapuias e Potiguaras, saem neste domingo em caravana rumo à Brasília, no Distrito Federal.

A finalidade é protestar contra o fechamento da Unidade da FUNAI no Rio Grande do Norte .Na caravana está nossa líder Lucia Maria Tavares, com nossa colaboradora, a assistente social Flavia Lima, representando os povos Tapuias Pai acha do Apodi.

Boa viagem companheiras e companheiros. Nossos parentes. 


Por Mônica Freitas 

sábado, 7 de janeiro de 2017

ASSERC – Associação Seridoense de Criadores

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sentadas e área interna

DIRETORIA EXECUTIVA

Triênio: 2017/2019

DIRETOR PRESIDENTE: Sergio Torres
PRIMEIRO VICE DIRETOR PRESIDENTE: João Pereira de Brito
SEGUNDO VICE DIRETOR PRESIDENTE: Joana D'Arc Pires Soares da Silva
PRIMEIRO VICE DIRETOR SECRETÁRIO: Arysson Soares da Silva
SEGUNDO VICE DIRETOR SECRETÁRIO: José Vanderli de Araújo
TESOUREIRO: Emídio Gonçalves de Medeiros

CONSELHO FISCAL

EFETIVOS: Ubirajara Lopes de Araújo Filho, Nelson Cândido de Macedo Filho e Rui Lopes da Silva

SUPLENTES: Raniere Pinheiro Dias e Gustavo Gonçalves Braz de Albuquerque

CONSELHO DELIBERATIVO

EFETIVOS: Pedro Alexandre Azevedo de Medeiros, Fernando Antônio Marinho Pereira e Acácio Sânzio de Brito.

SUPLENTES: Ivonaldo Diniz e José Torres Filho.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Raniere Barbosa é eleito novo presidente da FECAMRN


O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Raniere Barbosa (PDT) foi eleito presidente da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (FECAM/RN) nesta quarta-feira, 4 de janeiro, no auditório da FECAM em Natal. Presidentes de câmaras municipais de todas as regiões do Estado participaram da assembleia de eleição, , que tinha duas chapas na disputa ao pleito. Porém, estas renunciaram suas candidaturas para que fosse feita uma nova chapa, única e consensual entre os presentes. Após a aprovação dos novos nomes, tomou posse a nova diretoria para o biênio 2017-2018.

"A presidência da FECAMRN é mais um desafio ao qual sou delegado. Agradeço a todos pela confiança e vamos à luta em prol de um RN cada vez melhor", comentou o vereador após a eleição. Raniere apontou que seu principal objetivo é fortalecer as Câmaras Municipais em todo o estado através da união entre os vereadores. "É importante termos uma instituição fortalecida pela união dos seus membros. Vamos estender todas as ações da FECAM de sua sede para todo o estado, fazendo parcerias e buscando recursos. Meu nome foi posto para canalizar e agregar a todos nesse conceito, não apenas a união institucional, mas valorizar a figura do vereador no alcance das metas para seus municípios", disse o presidente.

União, foi a palavra de ordem entre todos os discursos proferidos na manhã de hoje. Um dos projetos do novo presidente eleito é criar pólos nas regiões para integrar a instituição e promover a capacitação dos legislativos municipais. "Farei uma gestão compartilhada de vários presidentes e assim chegaremos a todo o estado se os presidentes governarem comigo. Quero dar oportunidades aos vereadores e servidores. Acredito nas Câmaras menores e sei que se estiverem unidas poderão ser grandes", destaca Raniere. Para isso, a FECAMRN conta com uma nova diretoria formada por representantes de todas as regiões do Rio Grande do Norte.

Para o vice-presidente eleito, Odair Alves Diniz, que é presidente da Câmara Municipal de Caicó, a chapa eleita vai conseguir fortalecer os legislativos municipais. "Essa instituição que tem grande papel no trabalho daqueles que representam as câmaras municipais. Vamos trabalhar nessa gestão para que possamos contemplar todo o estado num mandato exemplar e digno de ser reconhecido", diz Odair.

Nova diretoria da FECAM/RN 2017/2018:

Raniere Barbosa (Natal) - presidente
Odair Alves Diniz (Caicó) - vice-presidente
Iron Lucas de Oliveira Júnior (Jardim do Seridó) - 2º vice-presidente
Maria Isabel Araújo Montenegro (Câmara de Mossoró) - 3ª vice-presidente
Josinaldo Amaro de Lima (São Tomé) - 4º vice-presidente
Jeferson Monik Gonçalo Lima de Melo (Santa Cruz) - 1º secretário
Lucélia Ribeiro Santas (Patu) - 2º secretário
Allisson Lindauro Marques Guedes (São Paulo de Potengi) - 1º tesoureiro
Raimundo Inácio Filho (ex-presidente da Fecam) - 2º tesoureiro. 

Assessoria Fecam/RN

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

UFRN realiza inscrição de municípios no programa Trilhas Potiguares

Municípios com até 15 mil habitantes podem se inscrever. 
Arquivo UFRN / Cícero Oliveira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) inscreve, até o dia 24 de fevereiro de 2017, municípios que desejam receber o programa de extensão Trilhas Potiguares em 2017 e tenham um máximo de 15 mil habitantes.

As inscrições acontecem por meio do edital da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), disponível no endereço www.trilhaspotiguares.ufrn.br. Os municípios selecionados serão divulgados no site da Proex até 17 de março de 2017.

Para os interessados, é necessário o preenchimento de ficha anexa ao edital, que pode ser encaminhada por e-mail, entregue na Coordenadoria de Programas e Projetos da Proex ou enviada via postal.

Sobre o projeto

O Trilhas Potiguares consiste em um Programa de Extensão com efetiva interação entre a Universidade e a comunidade de pequenos municípios do Rio Grande do Norte com até 15 mil habitantes.

Esse programa tem como missão propor novas formas de aplicação do conhecimento gerado na Universidade a partir do contato com as demandas da comunidade externa, buscando a construção solidária do saber, voltado para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Colocando em pauta o desafio de trabalhar, na ótica da educação ambiental, o equilíbrio entre o homem e o meio ambiente, as ações do projeto estão objetivamente voltadas à melhoria da qualidade de vida da população potiguar, priorizando o respeito a cultura e tradição locais, estabelecendo uma sintonia entre o saber acadêmico e o saber popular.


Para saber mais acesse sistemas.ufrn.br

sábado, 31 de dezembro de 2016

Diretor de cinema lagoanovense lança documentário no YouTube

Clique na imagem para ampliar 

Dynho Silva, diretor de cinema lagoanovense

O Diretor Dynho Silva acaba de lançar no youtube o documentário: O Mundo Mágico dos Livros, um trabalho de incentivo a leitura para crianças e jovens.

Levantando mais uma vez a bandeira do projeto "Cinema Lagoa Nova" O mundo mágico dos livros é um documentário produzido pela Studio 13 Entretenimento e dirigido por Dynho Silva, filmado na biblioteca pública de Lagoa Nova / RN, o documentário foca nos trabalhos de incentivo a leitura que são realizados no local, principalmente pela professora Vitória Lopes, idealizadora do projeto, e ainda conta com a participação especial do poeta lagoanovense Chagas Gomes e da escritora Paula Belmino, o mundo mágico dos livros é um convite mais especial para que nossas crianças e jovens redescubram o fantástico mundo da leitura!

ASSISTA O DOCUMENTÁRIO COMPLETO NO YOUTUBE
Link: https://www.youtube.com/watch?v=61kmBIs4Oxs

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

As unidades de conservação ambiental no Rio Grande do Norte

Segundo o IDEMA – Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – entende-se por Unidade de Conservação o espaço territorial e seus recursos ambientais com características naturais relevantes, e que tenha objetivos de conservação e limites definidos ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.
As Unidades de Conservação dividem-se em dois grupos: 

1. Unidades de Proteção Integral: o objetivo básico deste grupo de Unidades de Conservação é preservar a natureza.
O grupo das Unidades de Proteção Integral é composto pelas seguintes categorias: 
• a) Estação Ecológica
• b) Reserva Biológica
• c) Parque Nacional 
• d) Monumento Natural
• e) Refúgio de Vida Silvestre
2. Unidades de Uso Sustentável: o objetivo básico deste grupo de Unidades de Conservação é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.
Constituem o grupo das Unidades de Uso Sustentável as seguintes categorias de unidades de conservação:
• a) Área de Proteção Ambiental
• b) Área de Relevante Interesse Ecológico
• c) Floresta Nacional
• d) Reserva Extrativista
• e) Refúgio de Vida Silvestre
• f) Reserva de Fauna
• g) Reserva de Desenvolvimento Sustentável
• h) Reserva Particular do Patrimônio Natural. 
• 
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• ● ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA)
• 
• a) APA Jenipabu (*)
(*)Entre os moradores locais e mesmo a imprensa do Rio Grande do Norte, há predominância do uso de "Genipabu". Entretanto, segundo a Academia Brasileira de Letras, termos de origem indígena devem ser grafados com "j" (pajé, canjica, etc); portanto, o mais apropriado é "Jenipabu". O nome deriva do tupi "jenipa-bu", que significa "local onde se encontra jenipapo"; jenipapo é uma fruta típica da região.
• b) APA dos Recifes de Corais 
• C) APA Piquiri-Una 
Parques Estaduais
● PARQUES ESTADUAIS 
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• a) Parque Estadual Dunas do Natal "Jornalista Luiz Maria Alves"
• b) Parque Ecológico Pico do Cabugi 
• c) Parque Estadual Mata da Pipa 
• d) Parque Estadual Florêncio Luciano 
• 
• ● RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
• 
• a) Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual de Ponta do Tubarão
• ● UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EM PROCESSO DE CRIAÇÃO
• 
• a) UC Morro do Careca 
• b) APA das Carnaúbas
• c) Parque Estadual Mangues do Potengi
• d) Parque Estadual do Jiqui 
• e) APA Dunas do Rosado
• f) Cavernas - Região de Martins
• 
• ● OUTRAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EXISTENTES NO ESTADO
a) Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Sernativo – Acari- IBAMA/RN e Cecília Gonçalves Gonçalves.
b) Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Stoessel de Brito- Jucurutu-IBAMA/RN e Lídia Brasileira.
c) FLONA (Floresta Nacional)-Nísia Floresta- IBAMA/RN.
d) FLONA (Floresta Nacional) Açu - IBAMA/RN.
e) Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Mata Estrela Senador Antônio Farias- Baía Formosa.
f) Reserva Biológica Marinha do Atol das Rocas - IBAMA/RN.
g) Estação Ecológica do Seridó Serra Negra do Norte- IBAMA/RN.


Por Carlos Noronha - escritor e sociólogo natalense. 

domingo, 11 de dezembro de 2016

Aspectos Econômicos do Rio Grande do Norte

*Por Carlos Noronha

As atividades econômicas no Rio Grande do Norte são desenvolvidas em diversos setores, tais como: agricultura, extrativismo, pecuária, mineração, indústria, comércio e turismo.
Essas atividades participam historicamente da produção e organização sócio-econômica do Estado. 

Cada região potiguar teve seu desenvolvimento aliado a um ramo da economia. No litoral úmido, a cana-de-açúcar; no Sertão, a pecuária e o cultivo do algodão; nos vales do rios Piranhas-Açu e do Apodi-Mossoró, o extrativismo vegetal ligado à carnaúba; além do sisal no Agreste. A agricultura de subsistência encontra-se disseminada por todo o território estadual.

Além disso, deve-se salientar a extração do sal-marinho no litoral norte, a extração da xelita em Currais Novos e o extrativismo do fruto da oiticica nas várzeas dos rios Piranhas-Açu e Apodi-Mossoró.

Tais atividades primárias implicaram no surgimento de indústrias para o beneficiamento das matérias-primas. Dessa forma, houve o aparecimento das algodoeiras, que retiravam a semente da pluma do algodão. O caroço do algodão era industrializado e transformado em óleo comestível e para ração animal. A pluma, em fardos, era exportada para outros centros industriais brasileiros e para o exterior. 
A atividade canavieira trouxe os engenhos que transformavam a cana em açúcar, álcool, aguardente e rapadura.

A oiticica transformava-se em óleo para a fabricação de tintas e sabão. O sisal demandava pequenas fábricas para a produção de cordas e fios para sacarias. A cera de carnaúba, extraída da palha, era cozida até atingir o estado sólido e, então, exportada. O couro de animais, como bois, ovinos e caprinos, passava inicialmente pelos curtumes e, depois, exportado.

O sal, por seu turno, exigia industrialização, por intermédio das salinas. O sal em forma de cristais era moído e ensacado para chegar ao comércio e, posteriormente, às residências como conservante de carnes e peixes e como condimento.

Esse quadro caracterizou o Estado até a década de 1950. Com a chegada da energia produzida pela Hidrelétrica de Paulo Afonso (na Bahia), a criação da SUDENE (Superitendência do Desenvolvimento do Nordeste) e o novo impulso industrial no Sudeste, houve mudanças na maneira de produzir mercadorias. Sendo assim, a partir de 1960, o Rio Grande do Norte passa a receber novas indústrias e moderniza as então existentes. 

A concentração das atividades econômicas mais dinâmicas em certas regiões como a Grande Natal e Mossoró, implica no empobrecimento de outras áreas, determinando o fenômeno migratório que implica no crescimento desenfreado em particular da capital e seu entorno.

sábado, 10 de dezembro de 2016

O Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial

*Por Carlos Noronha

O fator geográfico proporcionou ao Rio Grande do Norte destacar-se no cenário mundial. Isso ocorreu durante a II Guerra Mundial quando Natal serviu de base aos aliados3. É a capital brasileira mais próxima da Europa e do norte da África.

A cidade possui uma posição estratégica global. Isso fez com que Natal recebesse as duas principais bases militares dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial: a Base Naval e Parnamirim Field - na época, a maior base da Força Aérea norte-americana em território estrangeiro.

Tendo em vista a proximidade relativa com o continente africano, o Rio Grande do Norte se constituía em alvo provável de uma possível invasão da América do Sul e, também, representava um local ideal para a partida de aeronaves que se dirigissem para a África e Europa. 

Natal apresentava grande interesse militar, podendo servir de base para a travessia de aviões do Oceano Atlântico e, no caso de uma tentativa de invasão do continente, em ponto estratégico para um possível ataque ao Canal do Panamá.
Em 1939 o conflito eclodira na Europa e a Alemanha dominava boa parte do continente. O Brasil declarou guerra ao Eixo em 1942, após o torpedeamento de navios brasileiros supostamente por submarinos alemães. 

A marcha do Marechal alemão Rommel no norte africano preocupou os países aliados, pois a tomada dessa área colocaria em perigo a navegação no Oceano Atlântico.
Diante dessa situação, revela-se a importância de Parnamirim na Segunda Guerra Mundial, uma base das nações aliadas sob a liderança dos Estados Unidos.
A vida em Natal sofreu mudanças com a vinda de grande número de estrangeiros, em sua maioria, norte-americanos. O comércio teve um incremento considerável e a cidade vivenciou novos costumes.

O provável perigo à navegação do Oceano Atlântico, da costa brasileira, como também de todo o continente americano tendo em vista o avanço militar da Alemanha no norte da África, pode ter sido a causa para o Brasil ceder bases militares no litoral do Nordeste do país.
Essas bases serviriam de apoio às operações militares que seriam desenvolvidas na África. 
Natal, nesse período, vivia um clima de guerra, inclusive com blecaute4 diários. Contava também com os serviços da Cruz Vermelha, Legião Brasileira de Assistência, Defesa Civil, e ainda abrigos antiaéreos familiares e públicos.
O recrutamento feito para o envio de tropas à Europa ou para a defesa do litoral contou com a participação de muitos potiguares. 

Quando o presidente norte-americano Franklin Roosevelt se encontrava na África, solicitou ao almirante Jonas Ingram para marcar um encontro com Getúlio Vargas, em Natal. Acertada a reunião, todas as providências foram tomadas em segredo.
O presidente Getúlio Vargas chegou a Natal no dia 27 de janeiro de 1943, acompanhado de sua comitiva. 

Na manhã seguinte, dois aviões trouxeram o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt e sua comitiva.
Vargas e Roosevelt participaram da Conferência de Natal que tratou de interesses mútuos e laços de amizades entre Brasil e Estados Unidos; a prevenção de um possível ataque dirigido de Dakar, na África, ao hemisfério ocidental; e o apoio do Brasil aos objetivos de guerra de Roosevelt. 

Nessa reunião ficou acertado o envio de tropas brasileiras para a guerra.
A presença norte-americana em Natal mudou profundamente os hábitos da população natalense, principalmente com a presença do grande número de militares estrangeiros que vieram para a cidade. Isso representou a convivência de duas culturas diferentes no mesmo espaço.

Os norte-americanos procuraram se integrar com os habitantes locais, patrocinando festas. Surgiram, então, associações recreativas que eram alugadas com o objetivo de realizar bailes. Houve, por causa disso, uma invasão de ritmos estrangeiros, como a rumba e o bolero.

Diversos produtos norte-americanos, naquela época, eram utilizados ou consumidos pela população local, tais como: refrigerantes, chocolate gelado e chicletes.
Os homens abandonaram a vestimenta que costumavam usar no dia-a-dia e adotaram roupas cáqui, de inspiração militar-esportiva ou jeans.
As mulheres passaram a agir com maior autonomia, incorporando modos norte-americanos.

Natal perdia aos poucos as características de cidade pequena. Chegam à capital potiguar de pessoas de outras nacionalidades, como por exemplo: príncipe Bernard (Holanda), Sra. Franklin D. Roosevelt (esposa do presidente dos Estados Unidos), Sr. Noel Charles (embaixador do Reino Unido no Brasil), entre outros.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Indígenas, Europeus e Africanos Formaram a População Norte-riograndense

Por Carlos Noronha

A população norte-riograndense é resultado dos indígenas que habitavam o Estado antes da colonização européia no século XVI; do elemento branco, composto basicamente por portugueses vindos dos Açores, Ilha da Madeira e do Minho, por franceses e holandeses; dos negros africanos; bem como, por ciganos e judeus.
Os indígenas ocupavam todas as regiões do Rio Grande do Norte, quando da chegada dos europeus. 

A população indígena praticamente desapareceu do Rio Grande do Norte causada pelo uso das bebidas alcoólicas, das doenças e da brutalidade dos conquistadores. 
No litoral habitavam os potiguaras, enquanto no interior viviam os tarairiús. Em 1805, os indígenas representavam 10% da população do Rio Grande do Norte.

No censo de 2000, a população indígena no estado corresponde a apenas 0,08%.
Com relação aos negros, observa-se que em 1805, estes representavam 16% da população total, caindo para 5% em 2000. Os escravos não vinham diretamente da África, mas sim de Pernambuco e do Maranhão.

A população branca aumentou a sua participação na população do Rio Grande do Norte. Em 1805, correspondia a 34% do total, passando a 41% em 2000. Contudo, a maior parte da população potiguar é composta pelos pardos com 52,5%. Por fim, os amarelos correspondem a 1% da população norte-riograndense. 

A miscigenação foi intensa entre os brasileiros de todas as regiões e épocas.
É provável, pois, que a maioria da população potiguar resulte desse processo de miscigenação, declarando-se “branca”, por diversos motivos, tais como o do preconceito racial.

PEDRO GORKI É O CANDIDATO DO MOVIMENTO A RUA É NOSSA PARA O 19º CONGRESSO DA UMES/NATAL


Pedro Gorki, de 15 anos, é estudante da Escola Freinet, Natalense nascido no bairro das Rocas e é vice-presidente regional da UBES no Rio Grande do Norte. Iniciou no movimento estudantil através do estímulo, experiência e exemplo de seus pais que são militantes históricos do movimento social do RN. Aos 11 anos já fazia movimento estudantil em defesa do Grêmio do Colégio Nossa Senhora das Neves. Aos 12 anos, participando dos protestos em defesa do passe livre, conheceu mais a fundo a organização do movimento estudantil e apaixonou-se ainda mais por essa luta.

Aos 14 anos, participou do seu primeiro congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, em 2015. Congresso que o elegeu para representar na UBES os secundaristas potiguares. Participando da gestão da UBES que viveu um golpe de estado, as responsabilidades deste adolescente apenas aumentaram.Compondo a Coordenação Operativa da Frente Brasil Popular (RN), ajudou e participou das atividades e manifestações contra o golpe. Com o golpe instaurado, a luta de resistência secundarista se tornou mais intensa. Gorki, ajudou na coordenação da primeira ocupação de Instituto Federal nesse ano no Brasil (IFRN- Natal Central).

Participou e contribuiu com diversas ocupações na região metropolitana de Natal e no estado. Teve um papel fundamental na construção da ocupação da Secretaria de Estado de Educação e Cultura do RN. A partir de muita resistência, diálogo e força dos secundaristas, os mesmos conseguiram a reunião com o governador Robinson Faria e secretários de Estado. Gorki foi um dos estudantes que representaram o movimento na reunião que conquistou o Fórum Permanente sobre a Reformulação do Ensino Médio e redimensionamento da rede, além do termo de compromisso do Governo do Estado que atendeu diversas pautas das ocupações.

Mas a luta não para só pelo termo de compromisso, é necessário uma UMES forte que represente o anseio dos secundaristas potiguares que ocuparam suas escolas e a Secretaria de Estado da Educação, uma UMES forte com uma direção forte e convicta dos seus ideais e compromissos com a educação é necessária para o movimento social de Natal, do RN e do Brasil.

UMES PRA FRENTE,
GORKI PRESIDENTE!

sábado, 19 de novembro de 2016

IFRN realiza seu maior evento científico e cultural entre os dias 23 e 26 deste mês


De 23 a 26 deste mês, Parnamirim vai se transformar em um polo de atividades científicas, acadêmicas e culturais. No período, o Campus do IFRN no município vai sediar a Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão (Secitex), que já conta com mais de 3 mil participantes inscritos e engloba os mais importantes eventos já realizados pela instituição, como a Mostra Tecnológica, o Congresso de Iniciação Científica, a Olimpíada de Robótica e o Prêmio de Empreendedorismo Inovador, além de mostras culturais, minicursos, oficinas e o Simpósio de Extensão. Nesta sexta (18), foi divulgada a programação detalhada do evento.

Esta é a segunda edição da Secitex, que neste ano tem como tema "Ciência alimentando o Brasil" e vai contar com a presença de estudantes e servidores de todos os 21 campi do IFRN e da Reitoria. A visitação é aberta ao público externo, que poderá ter acesso às atividades que não requerem inscrição, como a mostra tecnológica e a competição de robótica e as mostras culturais. 

A abertura oficial da Secitex acontece na quarta-feira (23) a partir das 19h, no Campus Parnamirim. Após a solenidade, ocorre o Encontro de Corais e o primeiro dia do Festival de Música, com a apresentações de estudantes do IFRN. 

As apresentações culturais seguem na noite de quinta-feira, com a mostra de teatro e a última noite do Festival Musical. Durante todos os dias do evento, os participantes e visitantes também podem aproveitar a praça de alimentação, que conta com oito ‘Food Trucks’. 

“Acreditamos ser o evento de maior expressão e que envolve todas as dimensões do IFRN. Alunos, professores e técnicos administrativos apresentando a sua contribuição para com a construção e transformação da sociedade, seja através da Extensão, Pesquisa e Inovação Tecnológica ou Ensino”, ressaltou o diretor geral do Campus Parnamirim, Ismael Coutinho. 

Destaques

Um dos eventos mais esperados da Secitex 2016 é a IV Mostra Tecnológica do IFRN, que acontece nos dias 24 e 25 deste mês e tem o objetivo de dar espaço para a apresentação de produtos, protótipos, processos ou serviços inovadores, preferencialmente com a possibilidade de manuseio, construção, montagem, experimentação ou exercício de atividade, elaborados por estudantes e/ou servidores do IFRN e parceiros e/ou patrocinadores. Com 38 trabalhos selecionados, o evento vai contar com demonstrações práticas dos projetos apresentados. 

Ao final do evento, os melhores trabalhos vão ser premiados com credenciais para eventos de tecnologia em outros estados brasileiros, a exemplo da Infomatrix Brasil 2017, em Lages (Santa Catarina), e a Mostra Brasileira e Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), em Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul). 

Outro destaque na Secitex 2016 vai ser a II Olimpíada de Robótica do IFRN, que vai credenciar a equipe vencedora para um evento na França. O evento busca aproximar os grupos de pesquisa na área e promover a troca de conhecimentos e experiências tanto entre professores e alunos. A competição vai ser disputada por equipes formadas por um servidor e até quatro alunos do IFRN.

Prêmio de Empreendedorismo

Em sua primeira edição, o Prêmio de Empreendedorismo Inovador promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação do IFRN (Propi) também promete ser um destaque na Secitex. O evento tem o objetivo de estimular a cultura empreendedora no Rio Grande do Norte. Os modelos de negócios mais bem avaliados poderão ser integrados às incubadoras em funcionamento nos campi do IFRN, além disto, os autores dos projetos vencedores vão ser premiados com notebooks. 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de novembro, por meio do site da Secitex (http://eventos.ifrn.edu.br/secitex2016/), mesmo endereço em que a programação completa pode ser acessada. Podem se inscrever para a atividade estudantes de cursos técnicos e superiores do IFRN, além de ex-alunos, desde que tenham mais de 16 anos e não sejam servidores da Instituição atualmente. 

Minicursos, oficinas e palestras

As inscrições para participação nos minicursos e oficinas estão abertas e seguem até a próxima terça-feira (22). São 30 opções diferentes, gratuitas e abertas também ao público externo. Para ter acesso ao minicurso, é necessário realizar a inscrição geral no evento, que também é gratuita e pode ser realizada no endereço http://eventos.ifrn.edu.br/secitex2016/ e em seguida acessar a área de escolha de atividades, disponível após a realização do primeiro login no site. Cada participante pode se inscrever em apenas um minicurso e uma palestra, pois os horários das atividades são concomitantes. As vagas são limitadas. 

Credenciamento

O credenciamento dos participantes inscritos na Secitex vai acontecer no primeiro dia de programação. O recebimento do kit do evento, composto por bolsa, bloco de anotações e caneta, está condicionado à doação de 1 kg de alimento não perecível. O participante inscrito que não realizar a doação, vai receber apenas o crachá ao realizar o credenciamento. 

Saiba mais:

Secitex 2016 – Página Oficial do Evento

Programação do evento – Geral

Programação do evento – Detalhada

*Portal do IFRN - www.ifrn.edu.br

domingo, 13 de novembro de 2016

José Lúcio Ribeiro, o último coronel do Agreste Potiguar

Por Genilson de Souza 

José Lúcio Ribeiro, o "Coroné Zé Lúcio" 

Num dia de quinta feira, 28 de Outubro de 1886, há exatos 130 anos, foi quando nasceu em Mataraca, povoado de Mamanguape na zona da Mata paraibana um menino chamado JOSÉ LÚCIO RIBEIRO, filho do casal Lúcio Ribeiro e Rita Maria de Sena. De origem pobre, ainda menino, teve que ajudar ao seu pai que era "marchante" e negociava com carnes nas feiras da região de Mamanguape, no Estado da Paraíba. O meio de transporte utilizado era o "burro mulo", que tanto servia para montaria como para a condução das mercadorias.

Com a morte do seu pai em 1898, JOSÉ LÚCIO RIBEIRO, contando 12 anos de idade, sendo o filho mais velho do casal e, com o conhecimento adquirido, teve que assumir com a sua mãe Rita, a responsabilidade de "arrimo de família" e criar os 11 irmãos mais jovens.. A experiência precoce de trabalhos em busca da sobrevivência lhe valeu mais tarde, pois, quando adulto seu primeiro trabalho foi como "marchante - vendedor de carnes" nas feiras da região Agreste do Rio Grande do Norte, para onde se transferiu da Paraíba, passando a residir na localidade de Lagoa da Serra, no Município de Nova Cruz.

Da condição de negociante ambulante de carnes nas feiras livres, JOSÉ LÚCIO RIBEIRO passou a proprietário rural, chegando a possuir muita terra e a ser dono de engenho de fabricação de aguardente, tornando-se também, grande liderança política no Agreste do Rio Grande do Norte, mais precisamente nos Municípios de Goianinha, Espírito Santo, Várzea, Santo Antônio e Brejinho.

A origem da sua riqueza, segundo os seus familiares, foi a sua força de vontade e a sua dedicação ao trabalho.. Mas, na época da sua ascenção como proprietário rural e de grandes latifúndios de terras, correu a notícia de um fato inusitado e não comprovado, que ele teria arrancado uma botija($$) no quintal da casa onde morava em Lagoa da Serra, na região da Lapa, no Município de Nova Cruz, depois de muita chuva e uma ventania forte ter derrubado uma frondosa árvore de gameleira, eram muitas moedas de prata e ouro e, que ele teria viajado para trocá-las em Recife - PE.

Pelos ídos da segunda metade da década de 40 do Século XX, quando já passava dos 60 anos de idade, foi quando o "coroné ZÉ LÚCIO" passou a ter participação direta no processo político do Agreste Potiguar, região da qual ele se tornou o principal líder político nas décadas de 50 e 60 do Século XX. Em 21 de Março de 1948 foi eleito Prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça, governando o município agrestêiro por 5 anos,  até o final de Março de 1953. No ano seguinte, 1954, o "coroné ZÉ LÚCIO" alçou vôo para a sede do Parlamento Estadual do RN, tendo sido eleito o segundo Deputado Estadual mais votado da 19ª' Legislatura da República, com 3.419 votos! 

Nas eleições de 1958, hesitou em renovar o mandato de Deputado Estadual na Assembléia Legislativa do RN, alegando ter poucos conhecimentos e habilidades para com os trâmites das matérias legislativas e, não pretendia ser "deputado lagartixa" - do tipo que balançava a cabeça concordando com o que decidiam os demais colegas. Daí que, no mesmo ano de 1958, decidiu apoiar um substituto para lhe representar na Assembléia Legislativa do RN - seu amigo e compadre João Aureliano de Lima, que foi eleito com expressiva votação. E, o "coroné ZÉ LÚCIO", aceitou o convite para disputar a eleição de Prefeito no Município de Goianinha, aonde sofreu o seu único "revés político", perdendo a parada para Adauto Rocha - candidato da poderosa Usina Estivas.

Em 1962, tinha em planos se eleger novamente Prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça, mas atendeu os apelos do Governador Aluízio Alves e do Deputado João Aureliano para abrir mão daquele pleito e apoiar seu antigo e tradicional adversário político Lindolfo Gomes Vidal, para quem, contribuiu decisivamente na apertada vitória com apenas 85 votos de vantagem contra o então Vereador do Povoado de Serrinha Zezé de Souza.

Em 1963, após transcorrido e concluído o processo de Emancipação Política de Brejinho, concorreu pela última vez em disputa política, tendo sido eleito o primeiro Prefeito de Brejinho, exercendo o mandato quase totalmente, interrompido em 16 de Janeiro de 1969, quando veio a falecer, faltando apenas 15 dias para concluir sua jornada na política.

Um de seus filhos, José Ávila Lúcio Ribeiro, herdou do "coroné ZÉ LÚCIO" a vocação para o exercício da política e, também, foi Prefeito de Brejinho por um Mandato de 6 anos, de Janeiro de 1983 a dezembro de 1988, e certa vez, encontrou-se com o velho Pedro Cândido de Araújo (Rôxinho) - antigo amigo e aliado político do "coroné ZÉ LÚCIO" que, pediu Zé Ávila, faça uma poesia agora improvisadamente aqui em Santo Antônio em memória do saudoso "coroné", tendo assim se expressado José Ávila: 

"Eu sou filho de um homem que viveu neste estado
Era amante da política
Grande puxador de gado
Nunca sentiu preguiça
Quando faltava polícia
Ele era o delegado".

Fonte: José Lúcio Ribeiro - Sua trajetória de menino pobre a "coronel" do 
latifúndio e da política, Autor: José Alaí de Souza;
 Uma História da AL'RN, Autor: Luís C. Cascudo;
Depoimento de Zé Ávila Lúcio Ribeiro.

Por Genilson de Souza - Pesquisador/Historiador.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O voto feminino e o pioneirismo político da mulher potiguar

Por Genilson de Souza*


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O direito ao voto feminino  no processo eleitoral brasileiro surgiu, primeiramente, no Estado do Rio Grande do Norte, com a aprovação da LEI N.º'660/1927.

O seridoense José Augusto Bezerra de Medeiros, era o então Governador do RN quando, num dia de terça-feira, 25 de outubro de 1927 - há 89 anos, sancionou  a Lei N.º'660/1927, que regulava o Serviço Eleitoral do Estado, inclusive, trazendo no bôjo de suas prerrogativas, na página 43, capítulo XII, artigo 77, das disposições gerais, o advento e grande novidade da concessão do direito ao "voto feminino", colocando o RN na condição de pioneiro no Brasil e na América Latina pela conquista desse direito, antecipando-se 5 anos à liberação geral no Brasil, que só viera ocorrer em 24 de Fevereiro de 1932 com a aprovação do Decreto Lei N.º'21.076/32, no período do Governo Revolucionário de Getúlio Vargas.

A Lei N.º'660/1927, foi aprovada pela 14ª Legislatura Republicana, que na época continha 25 representantes, dentre quais, 2 - agrestêiros:

-NESTOR MARINHO e, o bacharel 
-ANTONIO BENTO DE ARAÚJO LIMA, que trabalhou empenhadamente na relatoria do projeto de lei do "voto feminino".

Um mês depois de sancionada a Lei 660/1927 - em 25 de Novembro de 1927, a professora mossoroense CELINA GUIMARÃES VIANNA, tornou-se a primeira eleitora  no Estado do Rio Grande do Norte e no Brasil, como também, a primeira mulher a receber um título eleitoral na América Latina;

Em 1929, outra mulher potiguar, ALZIRA SORIANO, conquistou pelo crívo do voto popular o primeiro mandato eletivo de mulher no Brasil, sendo eleita Prefeita de Lajes/RN;

Em 1934, outra mulher potiguar, MARIA DO CÉU PEREIRA FERNANDES, foi também pioneira na conquista de direitos políticos, tendo sido a primeira mulher  no Brasil a se eleger para um mandato de Deputado Estadual, na 16ª Legislatura Republicana, em cujo período foi também, a primeira Deputada Constituinte Estadual do Brasil.

Fonte: Acervo do TRE;
           Lei N.°'660/1927;
           Uma História da AL/RN - Luís Câmara Cascudo.

Por Genilson de Souza - Pesquisador/Historiador.

domingo, 23 de outubro de 2016

Trilhas do imaginário poético


Livro : Trilhas do imaginário poético
Autor: Manoel Guilherme de Freitas 
Preço: 25, 00 R$ 


 O escritor Manoel Guilherme de Freitas  do lado direito, e seu livro "Trilhas do Imaginário poético" 

Manoel Guilherme sendo entrevistado em programa de TV. 

Sobre o livro: 

O presente livro é um sonho, não só material, mas principalmente literário por parte do autor, especialmente de trazeraos leitores um universo literário plural, intersubjetivo, solto, sonoro, em que as palavras soam não só através de seus significantes impressos, mas fundamentalmente pelo fato deserem rítmicos, bem como poéticos. Composto de 83 poemas, cujos temas tecem sobre os mais diversos assuntos acerca da existência material, humana e social.

Logo, estãocorporizados num pensar social e econômico do qual age e atua o homem. Daí não faltar temas como: Amor,Escola, Política, Utopia,Escrivania, Escada, Férias, Passos, Sentimentos, Natal, dentre tantos outros, que universalizam essa escrita.

Num estilo solto, frouxo, em que a sua melodia, também, destaca-se, outrossim, através da metrificação, somada à espontaneidade e à liberdade do dizer/não dizer da voz do poeta, senão também via às pistas sonoras, às impressões sensoriais e impressas, ou seja, é possível, também, mergulhar nesse universo poético, onde se constrói e reconstróios sonhos, as angústias, o tédio, a melancolia, como se isso fosse passível de cura.

Nas Trilhas do imaginário poético é possível à viagem, um passeio pela aura humana em toda sua plenitude, seja através da crítica social, da filosofia, senão também, do sentimento, do amor. Afinal, Quem não ama? Quem não crê? Nesse caminho, o homem pode refletir e agir produtivamente no sentindo de sua autoafirmação, de perpetuação de sua espécie.

Assim sendo, são nesses trilhos que buscamos prender o leitor, consolidados por uma linguagem peculiar, plural, dinâmica, consequentemente voltada ao fascínio do leitor atual, devendo este ser lírico, desprendendo-o do palpável, do fácil, desconstruindo assim, o universo do qual atua e participa na maioria das vezes.

Portanto, pelas trilhas, pelas veredas é que nasce à essência da poesia. Logo, o poeta navega por tais mares no compor e no recompor a realidade, já que nunca deve ser estática, mas num movimento efêmero do ir e vir na busca dos leitores, isso se pretende!

Trecho de um dos poemas do livro: 

Trilhos 

Sei que posso.
Sei que faço!
Sei que traço meu destino,
já que lanço as sementes
de um mundo diferente. 

Sei que luto por todos
nos seios sociais,
embora não seja fácil 
as mudanças essenciais. 

Hoje, abrem portas de vários destinos,
que, antes, não se tinham,
em que os sonhos são possíveis,
e isso nos anima muito.
Principalmente, entrar na Universidade, a mina. 

O mundo afro ou do carente, 
não deixe que lhes negue a identidade, 
minha gente!

O livro possui 83 poemas, temas diversificados, com ênfase na condição humana no mundo plural. Este livro já vendo mais de 900 exemplares em menos de um ano! 

Para compra-lo,  você pode entrar em contato com o escritor Manoel Guilherme através de seu email: mguilhrmedefreitas@hotmail.com
Telefone: 84 9 96680952

sábado, 22 de outubro de 2016

História do Rio Grande do Norte para iniciantes



Livro: História do Rio Grande do Norte para iniciantes
Autor: Tales Augusto Oliveira - Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN).
Clique aqui para ver e baixar em pdf

Ocupação no RN atacada por fascistas


No mesmo dia em que o Ministério da Educação ordena que os diretores delatem os estudantes que estão ocupando as escolas, como era feito na ditadura, fascistas atacam a luta dos estudantes no Rio Grande do Norte.

A ocupação da E.E Ana Júlia em Natal/RN, que luta pela educação pública e contra as pautas do golpista Michel Temer, foi alvo de fascistas defensores do Bolsonaro.

Na madrugada desda quinta (20/10) a ocupação do Ana Júlia que já dura 4 dias foi atacada, roubaram a faixa da ocupação e danificaram o muro da escola. Ao concretizar a ação gritaram diversas vezes "Bolsonaro 2018" e xingaram os estudantes.

Na mesma madrugada, estudantes que ocupam a E.E Anísio Teixeira relatam que logo após o ocorrido no Ana Júlia, o Anísio foi observado por homens não identificados do outro lado do portão.

Esse ódio é alimentado todos os dias pela mídia e pelos partidos golpistas, não deixemos que ele se perpetue.

Mas apesar de tudo, não cessaremos. Não temeremos. O movimento estudantil nunca se acovardou da luta, seja na ditadura militar, período neoliberal e agora na Era Golpista.
Até que tudo cesse, nós não cessaremos.
Ocupar e resistir!

Por Pedro Gorki  - Vice-presidente RN da UBES.